MacBook: para mim, a melhor experiência em Macs da atualidade

Lembram deste comercial?

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O MacBook Air foi uma incrível revolução. O novo MacBook também é.

MacBook dourado de lado e inclinadoDepois de usar meu novo Mac por mais de três meses, atualmente não tenho dúvidas em considerá-lo o meu favorito. Não tenho dúvidas de que virão uma enxurrada de críticas falando que ele tem apenas uma porta, que o desempenho do processador é comparável ao de um Mac de 2011, mas que fique claro aqui o seguinte: a proposta dele é cumprida com louvor.

Meus Macs

Comparações são fundamentais e, antes que alguém venha falar que o “marketing da Apple me enfeitiçou”, deixe-me apresentar a minha história de Macs com a Maçã.

Meu primeiro Mac foi um iBook de 12″, com processador PowerPC, adquirido exatamente na fase de transição da Apple para os chips Intel. Ainda em 2005, consegui trocá-lo por um dos primeiros MacBooks brancos, ainda com processador Core Duo. Depois de dois anos e meio com ele (diversos problemas inclusive: inverter board, bateria, drive de DVD, plástico da carcaça trincado, etc.), finalmente consegui migrar para a linha alumínio — ainda com um MacBook, idêntico ao MacBook Pro externamente mas inferior em relação à sua configuração.

Como trabalho com aulas e consultoria sobre esse universo, troquei de Macs algumas vezes nos anos seguintes, sempre optando pelo MacBook Pro de 13″. Em 2011, com o lançamento do MacBook Pro com tela Retina, me encantei. Juntei as economias e consegui adquirir um deles, com uma belíssima tela de 15″ — sabe aquela sensação de “Cara, que máquina incrível”? Pois é, tive ela. Meu MacBook Pro de 15″ recebeu uma atualização da Apple em 2012, após trocas e mais trocas de tela por retenção de imagem — um problema bem frequente com modelos dessa geração/ano.

iMacs, Mac mini, Power Macs, MacBook Air… todos eles já passaram por aqui e sempre tive um favorito: o MacBook Pro com tela Retina de 13″ — não só pelo peso, pela qualidade da tela, pela performance, mas porque sempre achei que ele atendia muito bem às minhas necessidades, afinal, devemos comprar nossos computadores de acordo com elas, correto?

Em março, quando a Apple apresentou seu novo MacBook e o MacBook Pro de 13″ recebeu o trackpad Force Touch como atualização, estava em viagem e aproveitei para, de lá mesmo, anunciar minha máquina e vendê-la na internet, capitalizando os recursos para adquirir essa nova geração. Nessa época, já estava decidido: o MacBook era mais um brinquedo do que qualquer coisa, a configuração era fraca e o desempenho deveria ser pífio.

Entendam bem isso: eu adoro meu MacBook Pro de 13″, e meu MacBook Pro de 15″ foi o que esteve mais tempo comigo — uma belíssima tela, um processador sensacional e 512GB de armazenamento em flash que sempre me atenderam muito bem. Apesar de ser portátil, ele não é tão leve assim e o AppleCare dele já estava no final da linha. Sou defensor incansável da garantia estendida da Apple, afinal, investimos uma boa grana nesses produtos e, vira e mexe (o controle de qualidade não é mais o mesmo faz tempo, pessoal), nos deparamos com problemas que nos impossibilitam de usar nosso equipamento (muitas vezes de trabalho).

Eu estava decidido a não trocar mais de máquina neste ano, mas não é assim que as coisas funcionam né? Eu e um amigo fomos buscar o Apple Watch no lançamento, ele também havia vendido sua máquina já decidido a comprar o novo MacBook e eu jogava areia na ideia, elogiando a versão de 13″ e usando os mesmos argumentos das críticas em relação a performance apresentadas por diversos sites.

Ao chegarmos numa Apple Retail Store, meu amigo ficou ainda mais certo da sua escolha — mas havia um problema: não havia máquinas em estoque e nossa viagem era muito curta. Já nesse primeiro contato com o MacBook, comecei a achá-lo mais interessante e realmente revolucionário.

A busca pelo MacBook

Meu amigo estava realmente decidido, queria o MacBook e ponto. Ao chegarmos a outra cidade, visitamos uma loja da Best Buy e, apesar de o site deles indicar indisponibilidade da máquina em qualquer loja física, tivemos a sorte de encontrar uma unidade! Pronto, a missão do Mac do meu amigo estava concluída — mal sabia eu o impacto que teria em relação ao meu MacBook Pro 15″, meu companheiro dessa viagem.

A sensação de uso da máquina é realmente algo diferente; lembra daquela sensação que narrei no começo do post? Pois é, ela voltou! “Cara, que máquina incrível.”

MacBook Air, MacBook Pro e MacBook

Passei algum tempo pensando em relação ao meu uso dos Macs. Meu MacBook de 15″ vinha ficando parado em casa, quase se tornando um desktop, com todas as minhas fotos, músicas, vídeos… Eu realmente precisava de uma máquina de 15″? Não. A única coisa certa era que precisava de uma máquina leve, com pelo menos 512GB (ainda questionável, afinal, Apple Music, Biblioteca de Fotos do iCloud, Dropbox, iCloud Drive…). Muita gente vai perguntar: “Mas por que não um MacBook Air?”

A verdade é bem simples, depois que você experimenta a tela Retina em Macs não tem volta. Apesar de a tela do MacBook Air (tanto de 11″ quanto de 13″) ser muito boa, ela não é Retina. Bobagem? Não, da mesma forma que você escolhe o modelo A ou B de carro, aplica-se a todas as outras coisas.

Muitas pessoas pensam que a melhor maneira de se comprar um computador é investir na melhor configuração possível que você possa pagar. Esse pensamento poderia ser o certo alguns bons anos atrás, mas não é mais assim. Preciso de um processador i7 quad-core? Eu, Marcelo, não. Se você trabalha com renderização precisa de muita capacidade da máquina, certamente o MacBook não é a escolha adequada e, se você escolhê-lo, estará optando errado. A coisa muda um pouco de figura se você tiver um desktop em casa, ou uma máquina um pouco mais forte, caso precise realizar algum trabalho mais puxado.

Impressões e mais comparações

Se você acompanhou os artigos sobre o novo MacBook, ao tocar nele você provavelmente já terá todos os seus conceitos bem definidos — afinal, como você leu, é uma máquina fraca e, imagine só, tem apenas uma porta USB.

Nas primeiras vezes que pude mexer nele, me encantei com o teclado. É algo realmente diferente. Não existe mais aquele negócio de “bater” na tecla, um toque suave e a letra já é reconhecida. As teclas maiores tornam a experiência de digitação ainda mais agradável.

Teclado do novo MacBook

A máquina é linda. Ela foi totalmente redesenhada e o trabalho ficou realmente excelente. Ao levantá-la, a única coisa que vem a mente é: como assim? Sério, é incrivelmente leve. E a questão de ter apenas uma porta USB, que requer adaptadores até mesmo para carregar um iPhone, por exemplo, é algo contornável. Ah, mas você não pode mudar nada na configuração dele! Certo, e nem de nenhum dos outros portáteis da Apple (exceto o Highlander MacBook Pro de 13″), faz alguns anos.

Muitas pessoas falam que o MacBook é apenas “um iPad com teclado”, afirmo categoricamente que não. Com o iOS 9 a experiência de uso dos iPads deverá sofrer uma grande mudança, sobretudo por seu novo modo multitarefa. Até hoje, pelo menos para mim, o iPad é um acessório — uma ferramenta interessante para reuniões, apresentações, leituras (ainda gosto mais do Kindle para livros), mas não para ser um computador, como é o MacBook.

Outra crítica frequente ao novo MacBook: a qualidade da câmera frontal. Eu, pelo menos, não pretendo gravar nenhum filme em HD com ela e, para Skype ou FaceTime, acreditem, funciona bem. Novas cores também foram uma boa adição à linha.

MacBook

Áudio

O áudio é algo que também merece destaque: a qualidade dos alto-falantes desse MacBook melhorou bastante, se comparada à dos MacBooks Pro com tela Retina.

Tela inicial do OS X El Capitan em um MacBook

Ventoinhas

Não existem. A máquina não aquece, ou seja, nada de barulho. Preocupado com o calor? Mesmo com aplicativos que requerem um processamento forte da máquina, como o iMovie, não senti nenhuma variação na temperatura da máquina.

Bateria

A Apple colocou células de bateria em todos os lugares possíveis desse novo MacBook. E sim, tanto no OS X Yosemite quanto no El Capitan, a performance da máquina atinge as 12 horas prometidas de uso.

Novo MacBook

USB-C

Quantas vezes nos últimos meses você utilizou um DVD? É mais ou menos por aí que começo falando sobre portas USB. Se desde as duas portas USB dos MacBooks Pro o tormento já era terrível, como viver com apenas uma?

Vamos lá, além de carregar iGadgets, para o que mais você utiliza portas USB? Backup? Se você possui um Time Capsule ou um AirPort Extreme, a resposta é não. A energia que o MacBook fornece em sua porta também não é igual à dos outros laptops, logo, carregar iGadgets, pelo menos no meu caso, virou algo mais para emergências do que para o dia-a-dia.

Registro aqui uma critica à Apple, em relação a não fornecer o adaptador USB-C»USB já em seus MacBooks, afinal, a grande maioria dos pendrives utiliza a solução USB tradicional.

Adaptador de USB-C para USB

Force Touch

O uso do novo Force Touch é algo engraçado em um primeiro momento, afinal, você tem que reaprender a usar seu trackpad:

Por fora, o trackpad Force Touch pode parecer como os outros trackpads, mas por dentro é diferente de tudo o que você já viu. Os sensores de força detectam a quantidade de pressão aplicada, e o novo Taptic Engine oferece sensação de clique, não importa o lugar da superfície que você pressiona. O clique, que antes era apenas uma função mecânica, agora é só o começo do que é possível fazer com o Force Touch. O trackpad sente e entende o que você quer que seu MacBook faça através de diferenças sutis na pressão aplicada. Assim, é possível realizar várias ações diferentes em diversos apps, todas na mesma superfície. O trackpad também dá uma resposta tátil, fazendo com que seu MacBook seja mais útil e pessoal do que nunca.

Sobre os movimentos:

Além dos movimentos intuitivos Multi-Touch que você já está acostumado, como rolar, deslizar, juntar e separar os dedos e girar, o Force Touch dá uma nova dimensão à experiência com o Mac. A sensibilidade pode ser ajustada, permitindo controlar a pressão necessária para registrar um clique. Além disso, o trackpad pode reconhecer se você está clicando com o polegar ou com outro dedo e ajustar automaticamente o nível de sensibilidade.

Confira no vídeo abaixo alguns desses gestos e entenda um pouco melhor sobre as diversas possibilidades para desenvolvedores incluírem recursos em seus aplicativos:

O que fazer? A decisão

Tá, havia ficado fascinado na máquina, mas o que fazer? Não tenho como simplesmente comprar uma máquina do nada. Ainda mais com o dólar como está neste ano. Pensei em anunciar nos sites de venda aqui no Brasil, mas a máquina foi cara e o valor que eu poderia cobrar não batia com a realidade do mercado. O MacBook aqui no Brasil também sairia por um valor R$3.000 mais caro do que comprando lá e pagando imposto, afinal, seria uma máquina para viagens, e não estava disposto a ficar preocupado a cada passagem pela alfândega.

Estava eu e meu MacBook Pro de 15″, sozinhos. Decidi pesquisar sobre o valor dele para trade-in, algo supercomum nos Estados Unidos e cada vez mais comum aqui no Brasil. Se você não conhece como funciona esse modelo de negócio, explico: você leva seu produto usado até uma loja, ou realiza uma cotação online respondendo perguntas sobre características do modelo, conservação, acessórios, etc. No final, concordando com o valor pago, você recebe um vale-compras da loja.

A Best Buy, para citar um exemplo comum, pagaria a incrível bagatela de US$421 por um MacBook Pro de 15″ com processador i7 e 512GB. Desanimador, não?

Acabei encontrando uma rede de lojas chamadas Simply Mac, uma das maiores Apple Premium Resellers dos EUA, do mesmo dono da famosa rede de lojas de vídeo-game GameStop. Nela, a coisa ficou bem melhor. Ofereceram em minha máquina US$1.250 — isso mesmo, três vezes mais do que a outra loja. Com esse trade-in, pagaria mais US$300 e poderia levar para casa uma máquina que atendesse às minhas necessidades.

Problema resolvido, certo? Não! Não havia máquinas em estoque na cidade onde estávamos. O vendedor, depois de muito procurar, encontrou uma outra loja da rede, distante 200km, que possuía a última máquina na configuração que eu desejava. Máquina reservada, pé na estrada.

Perfil

Se você viaja com frequência, precisa de uma máquina para o trabalho e deseja ter uma nova experiência de digitação, sua escolha é o novo MacBook. Recomendo ainda adquirir um adaptador USB-C para vídeo digital (HDMI), permitindo a recarga de outros dispositivos ou a conexão de um pendrive enquanto alimenta o Mac.

Adaptador de USB-C para HDMI

Se escolheu o novo MacBook esperando performance de Mac Pro, espero que ainda esteja nos sete dias para troca — corre, ainda dá tempo! Como o título do artigo, o MacBook é a melhor escolha em Mac da atualidade para as minhas necessidades. Se for para a suas, ótimo; se não for, maravilha também.

Se você está com o seu MacBook branco e ele atende às suas necessidades, fique com ele. Não troque de Mac simplesmente porque há um novo modelo, mas se for trocar e o perfil de uso for semelhante ao que apresentei neste post, considere o MacBook como uma ótima escolha. Se não atender, certamente um dos demais Macs da linha de portáteis da Maçã irá.

Conclusões

Depois de três meses de uso eu tenho certeza absoluta de que fiz a escolha certa. Na migração, aproveitei para apagar vários arquivos que não precisava e estou com mais de 200GB livres. O maior uso da CPU até agora foi para edições de fotos, pequenos vídeos e sobretudo texto, sem apresentar engasgos. Se estiver em vias de comprar uma máquina, confira as ofertas que estão rolando atualmente.

Como o título do post diz, foi a melhor escolha pra mim. Estas devem ser feitas por cada um. Artigos, avaliações, etc. são apenas ferramentas que lhe ajudam a tomar tal decisão.

MacBook de frente com a tampa abrindo

Espero que tenham curtido o review. Mas me digam: para vocês, qual a melhor escolha em Macs? 😉

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