Os bastidores da Apple: confira entrevistas com Marc Newson, Zane Lowe e Jimmy Iovine

Três personagens importantes novos e importantes, porém que não fazem parte do pelotão principal de executivos da Apple, ganharam entrevistas interessantes em diferentes veículos. Marc Newson foi entrevistado pelo Wall Street Journal; Zane Lowe, pela Billboard; e por fim, Jimmy Iovine ganhou um belo perfil da Wired.

Enquanto a entrevista de Newson é mais um bate-bola rápido com o designer contratado pela Apple há mais ou menos um ano, as de Lowe e Iovine abordam as transformações do mercado musical e o papel de ambos dentro dos planos da Maçã (com o Apple Music e a rádio Beats 1).

São focos diferentes, mas igualmente interessantes. Por isso, se você domina uma leitura em inglês, guarde os links na Lista de Leitura do Safari, no Instapaper, no Pocket ou seja lá o serviço que você utiliza, e leia tudo quando tiver um tempinho sobrando. Abaixo, um aperitivo do que você encontrará em todas elas.

Designer Marc Newson sobre canetas de pena e o triste cenário dos carros
por J.J. Martin, do Wall Street Journal

Marc Newson

Minha aflição em design é a indústria automotiva. Houve momentos em que os carros de alguma forma refletiam tudo de bom sobre o progresso. Mas agora estamos no fundo de um vale.

Newson entrou para a equipe da Apple — ainda que trabalhando do Reino Unido e em meio-turno — muito provavelmente para trabalhar com Jony Ive no Apple Watch. Mas isso não quer dizer que o designer não tenha envolvimento com outros projetos, incluindo aí o tão falado carro da Maçã. Esse comentário mostra bem a insatisfação dele com o estado desse mercado e põe uma boa pulga atrás da nossa orelha.

Vale notar que, em 1999, Newson desenhou um conceito de carro para a Ford.

Zane Lowe fala sobre as primeiras semanas da Beats 1, trabalhar com Trent Reznor e Dr. Dre, e o [seu] excessivo consumo de Pearl Jam no rádio
por Jem Aswad, da Billboard

Zane Lowe

Então como você programa uma estação de rádio global?

Tinha que ser tudo sobre música. A maioria das rádios é inteiramente criada com formatos que são construídos em torno de zonas de tempo e fusos horários. Mas com uma estação mundial não há nenhum “café da manhã”, ou “dirigindo” ou qualquer coisa assim, então nós só pudemos programar tudo pensando em música. É complicado: você fica pensando, “Isso funciona bem em Sydney, mas e na Europa?” É por isso que temos reprises — para que enquanto você esteja dormindo alguém esteja ouvindo algo pela primeira vez. Foi importante ser uma experiência de audição em comum. Nós decidimos colocar programas em horários que permitem que diferentes partes do mundo tenham a chance de escutá-los.

Alguém já tinha parado para pensar na dificuldade que é criar uma rádio única, global, que fica online 24 horas por dia, 7 dias por semana?

Jimmy Iovine e Dr. Dre podem salvar a indústria musical?
por Jason Tanz, da WIRED

Jimmy Iovine e Dr. Dre

Então, novamente, em um mundo onde milhares de milhões de pessoas podem se comunicar instantaneamente ao redor do globo e um aplicativo pode atingir milhões de clientes durante a noite, talvez nós não precisamos de música para mudar o mundo. Talvez não seja coincidência que os tecnólogos de destaque são referidos como “estrelas de rock” — eles estão fornecendo o senso de conexão e admiração que seus antepassados musicais transmitiram uma vez. Adolescentes costumavam fantasiar sobre como se tornar o próximo Jimmy Page; agora eles sonham em se tornar o próximo Larry Page. Eles se sentem nostálgicos com a primeira vez que usaram o Snapchat, não com a primeira vez que ouviram “Smells Like Teen Spirit”.

“Se você disser a uma criança: ‘Você tem que escolher música ou Instagram’, eles não escolherão música”, disse Iovine. “Houve um tempo em que, para qualquer pessoa entre as 15 e 25 anos de idade, a música era a primeira, a segunda e a terceira [escolhas]. Não mais.”

Nós estamos de fora e, é claro, não temos a noção exata dos feitos de Iovine no mercado musical. Esse perfil mostra bem como alguns artistas (Dr. Dre, Eminem, Tupac, Marlyn Manson, entre outros) conseguiram destaque muito por conta do trabalho dele, o que ele está fazendo para incentivar a aparição de executivos mais capacitados (financiando uma cadeira totalmente inovadora na Universidade do Sul da Califórnia), o que o motivou para cofundar a Beats e como ele desde sempre “sonhou” em trabalhar para a Apple.

Apesar de contar no título do artigo, infelizmente pouco se falou sobre o rapper Dr. Dre.

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Se você gosta de saber desses bastidores, vale muito a pena ler essas entrevistas.

[via MacRumors; 9to5Mac: 1, 2]

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