Será que a Apple está mesmo planejando lançar pulseiras com sensores para o Apple Watch? [atualizado]

O rumor não é novo e nem mesmo vem de uma fonte confiável1, mas a ideia faz sentido e vale a pena falarmos um pouco sobre o assunto. Antes, a notícia.

Citando fontes anônimas, um site checo afirmou [Google Tradutor] que a Apple está planejando anunciar novas pulseiras que se conectarão à porta de dados atualmente escondida nos Apple Watches (imagem acima), adicionando novas funcionalidades ao aparelho. De cara, essa(s) nova(s) pulseira(s) da Apple adicionaria(m) recursos como oxigenação no sangue, frequência respiratória, pressão arterial e sensores para captar a temperatura corporal.

O motivo para isso é simples: nem todos esses sensores podem ser colocados dentro do relógio. O de temperatura corporal, por exemplo, seria facilmente afetado pelo calor dos componentes internos. Outro ponto interessante comentado pelo site é que a Apple imagina que nem todos os usuários estarão dispostos a fazer o upgrade do relógio toda vez que um novo for lançado. Já comprar novas pulseiras que adicionam recursos interessantes a ele seria algo mais palpável.

Essas pulseiras (diversos estilos e configurações) estariam em desenvolvimento e poderiam ser lançadas pela Apple já no começo de 2016.

A ideia de oferecer mais recursos a usuários sem necessariamente fazer upgrades no relógio em si é muito interessante, abrindo diversas possibilidades não apenas para a Apple, mas também para empresas parceiras. Já existe inclusive um modelo desses — a Reserve Strap, que conta com uma bateria extra para alimentar o relógio. Mas isso não é algo tão simples e que, ao meu ver, vai diretamente ao encontro do conceito que a Apple criou para o produto.

Reserve Strap

Uma coisa são as pulseiras que a empresa oferece hoje. Elas são simples (apenas para quem busca um estilo diferente) e bem fáceis de serem trocadas. Já uma que se conecta à porta escondida dos relógios não será algo tão simples de encaixar — o site fala até mesmo que essas trocas de pulseiras seriam feitas apenas em Apple Stores. Isso acaba descaracterizando toda a simplicidade que temos atualmente com esses acessórios.

Mais do que isso, descaracteriza o produto em si pois usuários poderiam “montar” o seu próprio kit de sensores ao escolher pela pulseira A ou B (levando em consideração que a Apple/empresas parceiras oferecerão diversos modelos com sensores variados). Uma coisa é você ter no pulso um produto “completo” e escolher o que deseja usar a depender do dia/hora — ou nem mesmo escolher, já que sensores ficam monitorando tudo a todo tempo. Outra é ser uma pessoa diabética, por exemplo, e adquirir uma pulseira para medição de glicose. Aí, ao sair para se exercitar, ter que trocar de pulseira (que, lembrando, não seria algo tão simples quanto hoje) para colocar uma com um sensor de frequência respiratória.

Sem dúvida esses acessórios ampliariam muito os recursos que o relógio oferece, mas essa descentralização de sensores não me parece algo que encaixa perfeitamente no conceito do Watch.

E você, o que acha disso tudo?

[via AppleInsider]

Atualização, por Rafael Fischmann · 24/08/2015 às 15:25

Corroborando em partes a ideia levantada acima pelo Edu, o 9to5Mac disse em um novo artigo que embora a Apple esteja sim considerando explorar o uso dessa porta de diagnóstico conforme aponta o rumor, isso não afetará o lançamento da segunda geração do Apple Watch no ano que vem.

Além disso, vale lembrar que certos tipos de pulseiras também poderão se integrar ao relógio via Bluetooth.

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