Crítica elogia bastante o filme “Steve Jobs” como um todo e destaca a atuação de Michael Fassbender

O filme “Steve Jobs” (dirigido por Danny Boyle, roteirizado por Aaron Sorkin e estrelado por Michael Fassbender) só estreará nos Estados Unidos no dia 9 de outubro — no Brasil, segundo o IMDb, apenas em 21 de janeiro de 2016. Mas nós já falamos aqui que antes disso ele seria exibido em alguns festivais, como no New York Film Festival.

Pois no final de semana passado ele foi exibido no Telluride Film Festival e alguns críticos como Justin Chang (da Variety), Todd McCarthy (do The Hollywood Reporter), Sasha Stone (do TheWrap), entre muitos outros foram lá conferir tudo de perto — e gostaram bastante do que viram.

Cartaz do filme "Steve Jobs"

A ideia não é entrar nos detalhes das opiniões deles, mas é bom saber que praticamente todos aprovaram. Chang chegou a compará-lo com “2001 – Uma Odisséia no Espaço” por conta do desenvolvimento de uma sofisticada estrutura1 — bem diferente do padrão que estamos acostumados a ver por aí.

McCarthy e Stone, por sua vez, fizeram grandes elogios à performance de Fassbender. Não demorou muito para já colocarem ele como um possível candidato ao Oscar de Melhor Ator — não é à toa que Fassbender não está nem um pouco preocupado em não se parecer com Jobs. Até mesmo Steve Wozniak (cofundador da Apple e que não gostou muito do filme “jOBS”, estrelado por Ashton Kutcher) elogiou o filme — apesar de não ter visto tudo, Woz assistiu a uma parte do filme e, para ele, as atuações o fizeram acreditar que estava vendo Steve Jobs e companhia ali, algo que ele credita totalmente a Boyle e Sorkin de acordo com o Deadline2.

Mas o que nos chamou atenção mesmo foi um recurso técnico utilizado pela produção que mostra bem o nível de cuidado e detalhes, algo que estamos acostumados com a Apple. Em sua crítica, Chang elogiou bastante a decisão de filmar os três atos em formatos diferentes. Enquanto a parte do Macintosh (em 1984) foi filmada em 16mm granulado, o segundo ato (NeXT Computer, em 1988) foi filmado em 35mm brilhante e o terceiro (iMac, em 1998) em formato digital de alta definição.

Como Chang disse, é o tipo de coisa que pode passar despercebida para a maioria das pessoas que assistirá ao filme, mas o tipo de detalhe que o próprio Jobs apreciaria.

[via MacRumors, 9to5Mac]

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