“Apple Car”: empresa contrata engenheiro que trabalhou com placas digitais de carros

Vejam só o perfil de Rónán Ó Braonáin1 no LinkedIn:

Rónán Ó Braonáin no LinkedIn

Interessante, não? E ele estava ainda mais interessante, porém Braonáin aparamente alterou-o um pouco para disfarçar tudo — antes estava “Secret Agent @ Apple Special Project” (“Agente Secreto @ Projeto Especial da Apple”).

Levando em conta as últimas contratações da empresa, “Projeto Especial” dentro da Apple é praticamente um sinônimo de Projeto Titan (também conhecido como “Apple Car”) — o histórico de Braonáin também não “ajuda”, afinal ele é um ex-BMW.

Depois da BMW — e antes de ir para a Apple —, ele trabalhou como diretor de engenharia na Reviver, uma startup discreta que queria criar a “primeira placa digital do mundo” (isso mesmo, placa digital de carro).

De acordo com o site Electrek, há diversos prós em se utilizar uma tecnologia assim, como rastreamento do veículo, alertas para expiração dos prazos de IPVA/vistorias, facilidade para transferir o carro de uma pessoa pra outra, entre outras muitas coisas. Há, é claro, alguns pontos negativos como visibilidade em condições de tempo ruins e durabilidade ao rodar por estradas precárias (como as do Brasil). Contudo, sem dúvida nenhuma a Apple é uma empresa que tem força e dinheiro para solucionar esse tipo de problema.

Apple Car

Com a contratação de Braonáin, fica ainda mais claro que a Apple está mesmo querendo entrar de cabeça no mercado automotivo. Esse tipo de tecnologia ainda exige uma longa conversa com governos, mas estamos falando de um mercado que em alguns anos mudará radicalmente — os carros elétricos e autoguiados estão aí e tudo indica que vieram para ficar. Então não deixa de ser um ótimo momento para legislar não apenas coisas disruptivas como a possibilidade de termos máquinas dirigindo para nós, como também implementações tecnológicas menores mas que trarão grandes benefícios (como a placa digital).

Por mais que algumas pessoas ainda cismem em desacreditar a empresa falando que se trata de um mercado altamente competitivo com margens de lucro “baixas”, que a Maçã não tem experiência na área — entre outras coisas —, não podemos esquecer nunca de que a Apple sequer tinha experiência no mercado de smartphone ou tampouco relacionamento com operadoras. Ainda assim, ela foi lá e desconfigurou o mercado de uma forma nunca antes vista, assumindo um papel importantíssimo na distribuição de softwares móveis (veja como até hoje as operadoras/empresas interferem no Android, por exemplo) e lucrando cifras estratosféricas em um segmento já estabelecido com margens baixas.

É claro que isso não quer dizer que a Apple terá sucesso nessa nova empreitada — se ela de fato ocorrer. Mas eu não duvidaria e/ou apostaria contra isso.

[via 9to5Mac]

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