Conheça melhor os “primos” ResearchKit e CareKit, e seus poderes sobre a saúde mundial

noticiamos aqui no site o lançamento do CareKit — que chamou grande atenção no último evento especial da Apple —, uma plataforma que permite a desenvolvedores criar aplicações para cuidados com a saúde de usuários, tornando os dispositivos da Apple ainda mais importantes incluindo capacidades de gerir a saúde como tomar medicamentos, efetuar exercícios de fisioterapia, monitorar a temperatura e muito mais, já que algumas atividades podem ser acompanhadas pelo iPhone ou pelo Apple Watch.

O CareKit encaixa-se como um “primo” do ResearchKit, lançado ainda no ano passado, que colaborou com pesquisas de grande escala através do dispositivos iOS focadas por exemplo no Mal de Parkinson, identificação de asma em 50 Estados americanos, determinação de subconjuntos da Diabetes Tipo 2 e mais. O ResearchKit é uma forte ferramenta para a ciência e, com esse progresso, a Apple identificou que existiam mais áreas nas quais seus dispositivos poderiam ajudar.

Ícones - ResearchKit e CareKit

O CareKit se enquadra na mesma ideia só que de maneira individual, “dando poder aos usuários com ferramentas que auxiliam no acompanhamento de sua saúde”. Os aplicativos desenvolvidos com o CareKit tornam isso uma realidade nas mãos dos usuários, “capacitando-os a tomarem um papel mais ativo em seus cuidados” — disse Jeff Williams, chefe de operações da Apple.

A plataforma será lançada em abril, mas no evento a Apple demonstrou aplicações nas quais foram disponibilizados acessos antecipados a desenvolvedores, tal como alguns aplicativos que monitoram a eficácia de medicações contra a doença de Parkinson ou que ajudam usuários que consomem antidepressivos, auxiliando no acompanhamento da eficácia de seus medicamentos — confira a lista completa de apps na página oficial.

Em parceria com o maior centro médico do mundo, o Texas Medical Center, a Apple está desenvolvendo um app para o acompanhamento de pós-operatórios — que muitas pessoas acabam não seguindo corretamente o importante tratamento por completo — substituindo também uma pilha de papéis. Mas as novidades não param por aí; existe ainda o Care Card, que promete um controle além de medicações/terapias físicas, fazendo com que os usuários possam medir seus sintomas, lembretes para medicações, evitar alguns alimentos e até enviar fotos que ilustram processos de cicatrizações a médicos — incluindo o chamado Connect, que permite o compartilhamento de informações entre pacientes, médicos ou seus membros familiares e muitas outras novidades.

O ResearchKit e o CareKit são duas grandes jogadas da Apple, consolidando um grande esforço para a saúde digital principalmente por propor novas soluções e colaborando em grande escala para pesquisas no ramo. O ResearchKit já ajudou a levantar muitos dados importantes — desde surtos de asma e, agora, tentando encontrar uma cura para a doença de Parkinson. Os dispositivos da Apple serão capazes de ajudar ainda mais médicos a cuidar de seus pacientes e suas realidades cotidianas, se tornando parceiros ainda maiores nos acompanhamentos diários, transformados em mais do que extensões e reunindo dados de doenças, terapias, batimentos cardíacos e respiração dos usuários.

Pegando carona com a disputa da Apple com o FBI (que esfriou bastante mas ainda não morreu), o CareKit também é ainda um dos melhores argumentos e um grande incentivo para melhorar a criptografia no iOS. Atualmente aparelhos já conseguem obter diversas informações sobre seus usuários — em alguns casos, com um conhecimento até maior do que os próprios usuários sobre si mesmo. Com isso, a Apple tem mais uma arma para defender a segurança/privacidade dos seus consumidores frente a esse tipo de ameaça.

O tipo de informação contida no CareKit não pode ser transmitida para qualquer pessoa e usuários devem estar cientes do caminho da informação. Não estamos falando de mensagens privadas ou fotos e sim de um registro íntimo da sua saúde. Por isso, se faz necessário uma maior segurança e, assim, esse tipo de informação não pode ser enviada ou recebida sem uma criptografia forte. A Apple dará total controle da privacidade ao usuário — o que e com quem compartilhar.

iPhones e Apple Watches já são grandes acessórios para auxiliar o controle da nossa saúde com seus diversos sensores — sem contar com a grande documentação oferecida pela Apple, frameworks e muito mais. O CareKit terá, assim como o ResearchKit, o seu código todo aberto para que desenvolvedores criem apps dos mais diversos. Ainda com uma grande tendência de evolução, e não existindo limites sobre o quão útil o iOS e a tecnologia em geral podem se tornar para saúde mundial, as ferramentas estão chegando e serão entregues nas mãos de desenvolvedores para que façam a mágica acontecer.

Veremos o que vem por aí.

[via MacNN]

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