F8: Mark Zuckerberg anuncia assistentes virtuais com inteligência artificial para desenvolvedores

Anualmente acontece um evento no Vale do Silício em que o Facebook anuncia suas grandes novidades. O de ontem, o F8, não deixou a desejar e muitos analistas consideraram essa a renascença da rede social (ainda faz sentido chamar somente de rede social?), dada a recente informação de que o site havia perdido um pouco de tração.

David Marcus, do Facebook, na F8

No ano passado a empresa de Menlo Park contratou um ex-executivo do PayPal (David Marcus) para realizar uma missão: transformar o Messenger, aplicativo de mensagens instantâneas ligado diretamente à rede social do Facebook, numa poderosa plataforma. A empreitada começou quando fomos obrigados a baixar separadamente o app Messenger: ele deixou de ser parte exclusivamente do Facebook.


Ícone do app Messenger

Messenger

de Facebook, Inc.

Compatível com iPadsCompatível com iPhonesCompatível com Apple Watches
Versão 244.0 (278.8 MB)
Requer o iOS 9.0 ou superior

Grátis

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Em uma entrevista para a Wired no ano passado, Marcus contou que sua ideia era gerenciar o relacionamento dos usuários com as marcas e empresas através do Messenger. Em vez de usar call centers para ter informações ou receber uma dezena de emails com confirmações de seus pedidos, a sacada é que toda essa interação seja feita em forma de mensagens instantâneas, como se você estivesse dialogando com a companhia pelo chat. Em vez de pegar o telefone e ligar para seu banco ou operadora, tudo que você tem que fazer é abrir o Messenger e enviar uma mensagem, como se estivesse conversando com um amigo.

Hoje em dia a experiência de uso do smartphone é centrada nos apps. Mas a nossa vida não é centrada em apps, como ele contou, e sim em pessoas. A sacada de Marcus foi tentar humanizar os serviços, criando assistentes virtuais que resolvem seus problemas para você. Essa é uma tendência indiscutível da tecnologia nos próximos anos.

Na conferência de ontem, como foi de se esperar, o Facebook anunciou suas APIs1 e frameworks (espécie de biblioteca de programação) para inteligência artificial — mais especificamente, bots. O Bot Engine é um framework que vai permitir que desenvolvedores criem seus próprios robôs para interagirem com as pessoas.

O mais interessante é o que você pode ensinar aos bots. Com o tempo, ele vai ficando mais inteligente e sua interação com os usuários passa a ser mais completa. Em outras palavras, supomos que você tem um negócio B2C2 de tamanho médio e quer criar um serviço de relacionamento com seus clientes. Você usa a API do Facebook para criar robôs que vão interagir e atender de forma precisa a sua clientela.

Como curiosidade, Mark Zuckerberg também anunciou que, combinados, o Messenger e o WhatsApp já somam hoje 60 bilhões de mensagens enviadas diariamente — três vezes mais que o total de SMSs enviadas por dia no mundo todo.

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Outras novidades também foram anunciadas na conferência, como a estratégia de monetização do próprio Messenger, através de mensagens patrocinadas.

Mas o maior destaque do evento talvez tenha sido a câmera mostrada pela empresa. Denominada Surround 360, o gadget possui 17 lentes 3D com capacidade para VR3. A ideia é criar um componente que filme em 3D e VR para gerar engajamento dos usuários e aumentar a quantidade de vídeos com esse formato na rede social. A câmera tem capacidade para filmar em resolução 8K e seus componentes podem ser comprados online por US$30 mil. Imagina quanto vai custar?

O Facebook comprou uma startup chamada Oculus VR há alguns anos e continua a apostar nessa tecnologia como o futuro das plataformas.

Bem revelador e empolgante, o evento mostrou que a companhia continua firme e forte em sua missão de “conectar o mundo”.

[via TechCrunch: 1, 2]

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