Apple divulga novo Relatório de Progresso Ambiental, referente ao ano fiscal de 2015 [atualizado 3x: “MacOS”?]

Apple e o meio ambiente

O Dia da Terra, estabelecido em 22 de abril de 1970 por um senador americano, tem como principal objetivo disseminar e fortalecer a consciência ambiental para preservar nosso querido planetinha.

Seguindo os passos do ano passado, a Apple escolheu uma data próxima desse importante dia para divulgar o seu Relatório de Progresso Ambiental [PDF] anual e atualizar a sua página de Responsabilidade Ambiental, ambos com a finalidade de atualizar consumidores e fornecedores com os progressos mais recentes da Maçã no que se refere a medidas de preservação do meio ambiente e diminuição de materiais tóxicos e do uso de energia não-renovável.

Abaixo, listamos os principais pontos do documento e da nova página, referentes a progressos realizados no ano fiscal de 2015:

  • Em 2015, 93% da energia utilizada pela Apple veio de fontes renováveis. O foco é seguir marchando aos 100%, embora não tenham estabelecido uma previsão para tal conquista.
  • Em Singapura, uma rede de painéis solares distribuídos na cobertura de mais de 800 prédios está gerando toda a energia requerida pelas instalações locais da Maçã — 32 megawatts!
  • Na China, mais painéis solares de 80 megawatts estão gerando energia para compensar aquela gasta na produção dos produtos.
  • Em 2015, foram 38.400.000 toneladas métricas de carbono emitidas pela Apple, 77% delas na fabricação de produtos.
  • Os servidores da Apple rodam 100% com energia renovável — sim, pode falar com a Siri e fazer ligações no FaceTime sem culpa. Nesse sentido, ao menos.
  • Mais de 99% do papel utilizado nas embalagens é reciclado ou sustentável.
  • Segundo a Apple, nenhum resíduo da produção de iPhones ou Apple Watches vai parar em lixões ou coisas do tipo.
  • Com o programa Apple Renew, consumidores têm uma forma mais fácil e ecologicamente correta de descartar seus aparelhos antigos da Apple. A própria Maçã cuida de descartá-los da forma menos agressiva possível — e o robô Liam deve ajudar bastante nisso.
  • A Apple se esmera cada vez mais em eliminar elementos tóxicos dos seus produtos — já fez isso com o mercúrio e o arsênico, por exemplo. A companhia também publica agora um documento com as composições de todos os materiais usados em cada produto que fabrica.

Estes são todos, sem dúvidas, progressos importantes na eterna busca por um modo de produção e consumo mais sustentável. Ainda estamos longe deste ideal, sem dúvidas, mas ver que uma das maiores companhias do mundo está dedicada a isso é reconfortante.

[via Apple World Today]

Atualização, por Rafael Fischmann · 14/04/2016 às 23:17

O 9to5Mac encontrou um “deslize” da Apple numa página de perguntas/respostas dentro do novo site de Responsabilidade Ambiental:

Referência a "MacOS" no site da Apple

Como dá para ver, a Apple referenciou-se ao seu sistema operacional desktop como “MacOS” — mais um indício que se soma ao que o MacMagazine encontrou no mês passado (ainda que desta vez tenha um “M” maiúsculo, o que seria um tanto estranho considerando os outros três: iOS, watchOS e tvOS).

A Apple rapidamente corrigiu a página, que agora referencia corretamente a “OS X”. Mas é bem capaz que neste ano aconteça essa mudança de nome no sistema, mesmo…

Atualização II · 15/04/2016 às 09:40

Mais algumas informações interessantes:

  • O relatório da Maçã faz uma estimativa da quantidade de material recuperado da desmontagem de produtos descartados em 2015, e os números são impressionantes: são mais de 27 mil toneladas(!) de materiais, incluindo 10 mil toneladas de aço, 5 mil de vidro, 2 mil de alumínio e, pasme, uma tonelada de ouro. Isso significa US$40 milhões a mais nos cofres da Apple, só em produtos jogados fora.
  • Interessantemente, a Apple também inclui no relatório uma estimativa própria da “expectativa de vida” dos seus produtos: segundo ela, os Macs e as Apple TVs têm uma vida útil média de 4 anos, enquanto os iDevices e Apple Watches duram, em média, 3 anos.

[via Business Insider, The Register]

Atualização III · 20/04/2016 às 18:12

Ao que tudo indica, essa história dos US$40 milhões em ouro recuperados de iGadgets não é exatamente o que parece. Em matéria para o Motherboard, o articulista Jason Koebler critica duramente a forma como foi abordado o assunto dos materiais recuperados/reciclados em diversos canais de notícias ao redor do mundo.

Segundo Koebler, não está nem perto da verdade que a Apple recuperou toda essa grana em ouro retirado dos seus produtos; na realidade, o que acontece é que a Maçã paga cooperativas de reciclagem para reciclarem lixo eletrônico para estar em conformidade com as leis de cada Estado americano. As leis variam, mas sempre se baseiam na indicação de que ‘x’% do peso líquido vendido de eletrônicos deve ser reciclado, ou então no market share da empresa em questão.

Ou seja, no fim das contas, de todo aquele material divulgado pela Apple como reciclado no relatório, uma parte bem pequena deve vir propriamente de iGadgets. Faz sentido, considerando que a Maçã recupera uma porcentagem muito pequena dos aparelhos descartados através do seu programa de reciclagem próprio. Além disso, estamos falando de aparelhos modernos, de ponta, que servem muito mais sendo reaproveitados e vendidos como recondicionados (refurbished) em países emergentes. De qualquer forma, bola fora da Apple não deixar isso bem claro no seu relatório.

[via iFixit]

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