Próximas versões do Safari ganharão suporte ao WebRTC, permitindo transmissão de áudio e vídeo multiplataforma

Essa aconteceu nos distantes idos de fevereiro, mas ninguém tinha percebido até agora, aparentemente: de forma silenciosa, a Apple anunciou a adição do WebRTC como uma das tecnologias suportadas no WebKit, o “motor” (engine) de renderização de páginas do Safari e de outros navegadores, como o Opera.

WebRTC no Safari

O WebRTC é um padrão de transmissão de áudio e vídeo em tempo real criado pelo Google que está sendo adotado em massa pelos navegadores – a Microsoft e a Mozilla já anunciaram seu suporte para Edge e Firefox, respectivamente. Na prática, o que ele possibilita é que conteúdos multimídia sejam reproduzidos no navegador nativamente, sem o uso de plugins – com a tecnologia, é possível fazer chamadas de áudio e vídeo e compartilhar sua tela com outros usuários, por exemplo.

Ou seja: em breve poderemos ver web apps no Safari comunicando-se diretamente com usuários em um PC ou em um aparelho Android, o que soa estranhamente utópico. Quer saber o que soa mais utópico ainda? Um web app do FaceTime, tornando a aplicação efetivamente multiplataforma. Com estas novidades, não seria algo impossível de acontecer… bom, não custa sonhar, não é mesmo?

[via Mac Kung Fu]

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Comentários

8 comments

  1. Eu até fiquei feliz, mas então eu lembrei que com o limite de dados, eu não vou ter internet para esses “luxo”, então tanto faz.
    Aliás já estou fazendo a lista de coisas que eu vou abandonar para reduzir meu consumo… Espero não ser forçado a abandonar o MacMagazine. 🙁

  2. Com essa política de limites, a Apple vai ter que fornecer pro macOS aquela configuração de aplicativos que podem usar a rede igual o iPhone! KKKKKKKKKK

  3. Moro no Japão e entendo perfeitamente a revolta com essa polêmica de limite de dados no Brasil.

    Porém aqui, por mais que minha internet as vezes bata speedy tests de 500Mbps, se eu transformar meu computador em servidor e começar a consumir muita banda, na outra semana a operadora me manda uma cartinha, pois aqui tem limite e para montar um servidor eu precisaria de um plano empresaria de internet que custa horrores de caro.

    Outra, se eu transmitir torrents de musica, filmes e conteúdo pirata, a polícia vem bater na minha casa, eles tem acesso direto a Provedora com todo o relatório de tráfego das pessoas, outro dia um senhor de 60 anos foi preso por ter repassado uma musica para um amigo, foi algemado e preso, aqui a lei é levada a sério, então pode ser que o limite de tráfego aqui seja maior que no Brasil, mas não significa que aqui é oba oba e as mil maravilhas.

    Acho que todos devem brigar e exigir mais dos serviços oferecidos no Brasil contanto que os mesmo façam sua parte, reclamar que a internet é ruim, que tem limite mas deixar o Torrent fritando 24 horas com conteúdo pirata é o cumulo da cultura brasileira onde o “jeitinho malandro” fala mais alto que a honestidade.

  4. Concordo com você sobre a pirataria, hoje no Brasil não existe desculpa para fazer uso dela, pois no celular os apps são baratos; para música, com 20 reais mensais você tem tanta música quanto puder ouvir; games no PC são em grande parte baratos; Para filmes você tem Cinema, Netflix, iTunes e a Google Play Filmes que direto faz promoções de aluguel por 3,99, a própria loja do Windows tem filmes para aluguel.
    A nossa situação pode não ser a melhor do mundo quanto a disponibilidade de serviços de entretenimento, mas já é muito melhor que há 10 anos, eu sei que o dólar está caro, que jogos para consoles são um roubo, box de temporada de séries são um crime de caras, mas às vezes temos que entender que não podemos ter tudo. A melhor analogia que já vi contra a pirataria foi a da caminhonete:
    “Se você não pode comprar uma caminhonete de 400 mil você pirateia ela? Não! Você apenas se conforma com o fato de não poder tê-la e trabalha duro para um dia comprá-la.”

  5. Concordo com tudo que você disse.

    Há uns 2 anos atrás, esse discurso servia pra 90% das pessoas que reclamariam do limite de banda. Afinal, os usuários domésticos “comuns” (que não consumiam torrent, por exemplo), nem saberiam como gastar 15GB no mês.

    Agora, no último ano, vejo cada vez mais “usuários comuns” com seus iphones e ipads atualizados, comentando sobre netflix e youtube.

    O próprio manual da NETFLIX orienta: cada hora de filme (em HD) tem uma média de 3GB. Uma franquia de 50GB/mes, começa a parecer um tanto quanto apertada.

    Isso sem falar que, estava considerando comprar uma TV 4k no ano que vem, visto que alguns conteudos estão surgindo (vejo cada vez mais videos no youtube, e sei de alguns conteudos na netflix nessa resolucao). Mas aí chegou essa historia. Estou repensando.

    Resumindo meu comentario, concordo plenamente com o que voce falou. Mas há quem faça tudo certinho, e no cenário atual, os limites de banda vem sim limitar e diminuir o consumo dos usuarios.

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