Apple estaria cortejando artistas importantes para a criação de suas séries de TV originais

Dr. Dre, Eddy Cue, will.i.am e Jimmy Iovine

Foi-se o tempo em que as indústrias de quem produzia o conteúdo e de quem fazia o produto (para exibir o conteúdo) não se misturavam. Se há dez anos era impensável que empresas do ramo de tecnologia tivessem um papel ativo na criação de produtos artísticos, hoje nomes como Netflix, Amazon e Hulu estão aí para nos provar que vivemos num admirável mundo novo. Caramba, até Woody Allen, que famosamente disse que nunca trabalharia em nada que não fosse o cinema, está desenvolvendo uma série de TV para o Amazon Prime. Com Miley Cyrus, ninguém menos.

Por outro lado, nossa querida gigante Cupertiniana ainda mostra-se um pouco atrasada nesse campo. Até agora só se tem notícia de duas séries, uma centrada na “economia dos aplicativos” e outra na vida de Dr. Dre e no Apple Music que, cá entre nós, soam mais como propagandas em “X” episódios que qualquer outra coisa.

Bom, aparentemente, as coisas estão para mudar: segundo uma reportagem da Fast Company, a Apple está procurando conversar e fechar contratos com talentos “AAA” do mundo do entretenimento e da arte filmada. Ou seja, figuras importantes, reconhecidas, que trariam prestígio e respeito ao ainda desconhecido plano das Apple Original Series® (o nome sou eu que estou chutando 😛).

A matéria informa que, no último festival de Sundance, a Maçã manteve um espaço batizado de “iTunes Lounge”, onde foram realizados uma série de eventos ultra-exclusivos com uma série de mentes criativas participantes do festival. Sundance, só para ilustrar, é o maior festival de cinema independente e responsável por catapultar à fama um sem-número de artistas hoje sagrados, como Quentin Tarantino, Paul Thomas Anderson, Jim Jarmusch e Darren Aronofsky.

Para uma empresa cujos planos de criação de conteúdo original estão sendo classificados como “desorganizados”, como diz a própria reportagem da Fast Company, estes são planos deveras ambiciosos. E tem mais: aparentemente, a ideia da Maçã é, ao contrário das estratégias a conta-gotas de Amazon e Netflix, por exemplo, lançar uma grande quantidade de séries ao mesmo tempo. Isso tudo, dizem, seria parte do plano para transformar a Apple TV no dispositivo essencial para acesso a conteúdo de todo mundo.

Considerando que a reportagem detalha ainda os planos nesse campo de outras três gigantes — Google, Facebook e Alibaba —, será um trabalho e tanto para a Apple. Vamos ver no que isso tudo vai dar.

[via AppleInsider]

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