Tim Cook fala sobre o momento da Apple e o que esperar do “iPhone 7”

O resultado financeiro do último trimestre fiscal da Apple deu o que falar. Depois de recordes atrás de recordes, vimos, pela primeira vez em 13 anos, os números da empresa caírem (coloque nesse bolo receita, lucro, venda de iPhones, etc.). Isso, obviamente, gerou reações (como a do investidor Carl Icahn, que simplesmente desistiu de apostar no futuro da Apple e vendeu todas as suas ações — e não eram poucas, não). Por essas e outras, Tim Cook foi ao programa “Mad Money”, da CNBC, e conversou com Jim Cramer sobre o panorama da empresa após os resultados do segundo trimestre fiscal de 2016.

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Jim Cramer

Para começar, Cook disse que o que vimos foi uma “reação exagerada”. Em números absolutos, estamos falando de uma receita de US$50,6 bilhões e um lucro de US$10,5 bilhões. Colocando um pouco de contexto, o lucro da Apple foi maior que os da Alphabet, o do Facebook e o da Microsoft… juntos!

Falando especificamente de iPhones (o grande pilar da Apple atual), as pessoas continuam fazendo upgrades, porém em um ritmo mais lento do que em 2015 — entretanto, ainda maior do que em 2014. E isso, segundo Cook, seria explicado por duas razões: as vendas espetaculares do iPhone 6 (dificultando comparativos) e a valorização do dólar/crise econômica em alguns países. O mais importante, porém, é que consumidores continuam amando o iPhone e que o índice de satisfação do aparelho continua nas alturas.

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Cramer trouxe à tona um artigo do The New York Times o qual fala que os melhores anos da Apple ficaram para trás e que a empresa está, basicamente, “ladeira abaixo”. Contrapondo essa afirmação, Cook disse que o mercado de smartphones ainda tem muitas oportunidades (como na Índia, onde a penetração das redes 4G ainda é inexistente). Mais do que isso, o CEO animou usuários que estão ansiosos por novidades de verdade na linha iPhone. Veja só:

Temos grandes inovações vindo por aí. Novos iPhones que incentivam você e outras pessoas que têm iPhones hoje a fazer o upgrade para os novos aparelhos.

[…] Nós lhe daremos coisas que você não poderá viver sem, que você simplesmente não sabe que você precisa hoje. Esse sempre foi o objetivo da Apple. Fazer coisas que realmente enriquecem a vida das pessoas. Que você olha para trás e você quer saber como viveu sem isso.

Cook também falou um pouco sobre os serviços da Apple (que hoje representam a segunda maior receita da empresa, mas que não chamam tanta atenção do mercado — analistas e palpiteiros), a situação na China (que, assim como o resto do mundo, não está com taxas de upgrades tão grandes quanto em 2015 mas está com um índice de migração1 altíssimo), o programa de recompra de ações (atualmente as ações da Apple estão abaixo da média, que a Apple já pagou por elas), aquisições (acontece uma a cada três ou quatro semanas, muito por conta da tecnologia/pessoas envolvidas), Apple Watch (mais para frente, Cook acha que as pessoas vão olhar para trás e se perguntar “Como eu poderia pensar em não usar esse relógio?”, algo bem parecido com o que aconteceu com o iPod — dizendo ainda que o smartwatch ficará cada vez melhor), entre outras coisas.

Você pode acompanhar a duas partes da entrevista aqui e aqui.

[via MacRumors]

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