Apple explica motivo(s) para manter o iMessage como exclusivo do iOS

O iMessage foi, sem dúvidas, um dos tópicos mais quentes da keynote de abertura da WWDC 2016, por uma série de razões. Um dos rumores mais fortes — e mais desejados pelos consumidores — em relação ao mensageiro, entretanto, não se concretizou: a Apple não o levou ao Android ou a nenhuma outra plataforma, efetivamente limitando o iMessage aos usuários do seu ecossistema.

Mensagens do iOS 10 num iPhone

Ontem, Walt Mossberg publicou um longo artigo no The Verge dissecando todas as novidades da WWDC e incluindo trechos de uma conversa com “um executivo sênior da Apple”, na qual um dos assuntos cobertos foi justamente a “não-multiplataformização” do iMessage. E, pela resposta, parece que as coisas vão continuar do jeito que estão pelo menos por um bom tempo.

Quando eu perguntei a um executivo sênior da Apple sobre o porquê de o iMessage não estar se expandindo para outras plataformas, ele me deu duas respostas. Primeiro, ele disse, a Apple considera que a sua própria base de usuários, de 1 bilhão de dispositivos ativados, supre dados suficientes para quaisquer possíveis aprendizagens de inteligência artificial nas quais a empresa esteja trabalhando. E, segundo, ter uma plataforma de mensagens superior que só funciona nos aparelhos da Apple ajudaria nas vendas destes aparelhos — a lógica clássica (e bem-sucedida) da empresa por anos.

Essa é uma resposta ao mesmo tempo esperada e decepcionante. Claro, a Apple não tem obrigação nenhuma para portar o iMessage para o Android ou seja lá onde for — lembrem-se bem, o Apple Music não é um serviço gratuito como o mensageiro e seu sucesso depende dos contratos com as gravadoras que, por sua vez, dependem da capacidade do serviço em chegar ao número máximo possível de usuários. Por outro lado, isso torna cada vez mais difícil ver o iMessage ser adotado em massa, ainda mais em países onde a presença do Android é tão intensa como no Brasil.

Continuaremos dependendo do WhatsApp e perderemos recursos absolutamente essenciais e incríveis como as mensagens invisíveis ou a transformação automática de palavras em Emojis. Pena.

O artigo completo de Mossberg cobre uma série de outros assuntos, como o fato de a Apple continuar sendo uma empresa majoritariamente de hardware, bem como o relativo insucesso do Apple Watch e a relação da Apple TV com as grandes provedoras de TV a cabo. Vale a pena ler.

[via Cult of Mac]

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