Caras novas na Apple: dois talentos da área de realidade aumentada e um médico (e YouTuber!) canadense

Podem abrir um espacinho nas mesas de almoço de 1 Infinite Loop. Nos últimos dias, surgiram notícias de três contratações por parte da Apple que mostram quais são os focos — ou alguns deles, ao menos — atuais e futuros nos projetos da Maçã, e o que podemos esperar para os próximos tempos em termos de novidades.

Dois dos talentos que desembarcam na parte mais frutífera do Vale do Silício são da área da realidade aumentada — por acaso, ou provavelmente não, um segmento destacado como “interessante” por Tim Cook numa entrevista recente.

O primeiro deles é Zeyu Li, talento chinês que passou o último ano liderando a parte de engenharia da visão da Magic Leap. A startup, para os não-familiares, é a desenvolvedora de um dispositivo que guarda semelhanças com o HoloLens da Microsoft, no sentido de que projeta objetos virtuais em ambientes físicos. Li chega à Apple com o título de “Engenheiro de algoritmo de visão computacional sênior” — nada mau, hein?

Oculus RiftAlém de Li, também chegou recentemente (mais precisamente em junho) a Cupertino o russo Yury Petrov, advindo da Oculus, a recém-adquirida subsidiária do Facebook responsável pela criação do primeiro dispositivo de realidade virtual de massa, o Rift. Por lá, Petrov era “cientista pesquisador”, e este é também o nome do cargo que o rapaz está assumindo na Apple.

Juntando estas contratações com as aquisições de empresas da área como a Metaio e a Faceshift, não é arriscado palpitar que a Apple tem planos bastante concretos na área; infelizmente, ainda pode demorar um pouco até que descubramos, mas paciência.

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A terceira contratação que veio à tona recentemente não tem nada a ver com as duas anteriores: é a do canadense Mike Evans, responsável por um canal no YouTube chamado DocMikeEvans que dá pequenas aulas de Medicina e dicas de saúde à população.

Ícone - HealthKitAntes que você saia por aí gritando “a Apple contratou um YouTuber!”, expliquemos: Evans é, também, um respeitado médico de Toronto e, nos seus vídeos, externa a inóspita (porém interessante) opinião de que apps deveriam ser “receitados” a pacientes da mesma forma que remédios — por exemplo, um paciente com pressão alta teria um aplicativo de monitoramento de pressão receitado para que estas aferições fossem feitas periodicamente, sem a influência do ambiente hospitalar.

O Dr. Arthur S. Slutsky, vice-presidente do St. Michael’s Hospital (onde trabalha Evans), declarou que o “Dr. Mike não pode falar muito sobre seu novo papel além do fato de que ele vai trabalhar em inovações globais no ramo da saúde e cuidados pessoais”.

Com o recém-fortalecido foco da Apple no campo — especialmente com o Apple Watch Series 2 e a aquisição da Gliimpse —, é natural que novos talentos da área cheguem à empresa. Esperamos que os frutos desta contratação cresçam rápido e sejam bastante suculentos.

[via AppleInsider, 9to5Mac]

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