Pesquisa: Apple continua a liderar o cambaleante mercado dos tablets, mas o iPad Pro é menos popular do que se esperava

Novos números da firma de análise mercadológica IDC confirmam o que todo mundo já sabia: o mercado dos tablets vai muito mal, obrigado (por nada). A Apple não escapa desta queda, apesar de ainda manter-se líder do segmento com alguma folga; o que não se esperava, entretanto, era uma maior popularidade das linhas mais antigas de iPads em detrimento do (relativamente) novo iPad Pro.

Vendas de tablets no terceiro trimestre de 2016

Segundo a IDC — reiterando os números divulgados pela própria Apple no seu último relatório financeiro —, a Maçã despachou 9,3 milhões de tablets no terceiro trimestre deste ano, uma queda de 6,2% em relação às 9,9 milhões de unidades enviadas no mesmo período do ano anterior.

No ranking de participação de mercado, isto foi o suficiente para manter a gigante de Cupertino em um folgado primeiro lugar, até porque a concorrência teve resultados ainda piores — tirando a Amazon, que catapultou-se para o terceiro lugar com uma subida de quase 320% e 3,1 milhões de tablets despachadas, e a Huawei, que conquistou a quinta colocação com uma alta de 28,4% e 2,4 milhões de unidades.

A Samsung, em segundo, viu uma queda de 19,3% com 6,5 milhões de unidades e a Lenovo, em quarto, caiu 10,8% com 2,7 milhões. No geral, o mercado de tablets registrou uma queda de preocupantes 14,7% na comparação ano a ano: foram 43 milhões de equipamentos do tipo enviados neste último trimestre, contra 50 milhões no mesmo período do ano passado.

Dentro da própria Apple, entretanto, a tendência mais curiosa é notar que os iPads Pro representaram, segundo estimativa interna da IDC, menos de um terço das vendas de todos os tablets da Maçã — simbolizando, portanto, uma popularidade menor do que a esperada dentre as linhas. Apesar disso, graças ao seu maior valor, as vendas de iPads Pro permitiram que a Apple mantivesse o lucro com sua linha de tablets estável neste trimestre, mesmo com a queda em unidades despachadas.

Mas será que o segmento está carente de novidades atrativas ou os consumidores simplesmente estão tão satisfeitos com o estado atual das coisas que não pensam em substituir os seus? Fica a questão.

[via MacRumors]

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