Apple Music ultrapassa a marca de 20 milhões de assinantes pagos em apenas 17 meses

Imagem oficial do Apple Music

O mercado de serviços streaming é relativamente novo, mas tem crescido muito rapidamente. Se você conversar com qualquer um que saiba da existência desse tipo de serviço para música, há uma grande possibilidade de eles citarem o Spotify, pois os suecos já estão no mercado há muito tempo (e sua natureza freemium acaba contribuindo com a popularidade). Lançado em 2008, ele atingiu a marca de 20 milhões de assinantes (para deixar claro: pagantes) somente sete(!) anos depois, em junho de 2015. Apesar do crescimento de lá para cá — atualmente com mais de 40 milhões de assinantes —, ele demorou alguns anos para se estabelecer como o gigante que é hoje.

Postas estas informações, vamos à notícia principal: depois de *apenas 17 meses* do seu lançamento, o Apple Music ultrapassou agora a marca de 20 milhões de assinantes (pagantes, sem contar com usuários que estão testando o serviço gratuitamente por três meses), como publicou a Billboard! Se você ainda não acha isso um feito incrível, lhe lembro que já em seu aniversário de um ano, o serviço tinha mais de 15 milhões de assinantes (isto há menos de seis meses).

Com essa grande conquista, é claro que a Apple não poderia deixar de dar o seu parecer. O escolhido para fazer isso foi Eddy Cue, vice-presidente sênior de software e serviços para internet da Maçã. Segundo o executivo, 60% dos assinantes do Apple Music não compraram nenhum conteúdo na iTunes [Music] Store no ano passado. Além disso, Cue afirmou que 50% dos assinantes são de fora dos Estados Unidos. Ele ainda lembra dos artistas exclusivos e o que têm conquistado através do serviço, incluindo lugares no topo da Billboard:

Tem sido um ano incrível. Nós estávamos emocionados ao ver que podíamos levar as paixões dos artistas até o primeiro lugar. Colocamos [o artista] Chance the Rapper no Apple Music exclusivamente e ele atingiu o Top 10 nas paradas da Billboard [baseando-se somente nas reproduções], e não me lembro de algo assim ter sido feito antes.

O executivo continua dizendo que os acordos de exclusividade com os artistas vão permanecer e que sempre funciona bem “para todos envolvidos” — isto é, tanto para a Apple quanto para os artistas e as gravadoras. Ele diz que não há uma política geral, apenas lançam exclusivamente porque “faz mais sentido assim”. O discurso se refere provavelmente ao desentendimento que houve com o artista Frank Ocean e a gravadora Universal Music, a qual baniu seus artistas de acordos de exclusividade com serviços de streaming.

Finalizando, Cue disse que sempre acharam que o gênero hip-hop era pouco representado no iTunes, então estão compensando isso se focando mais nesse estilo recentemente. Antes disso, a Apple trabalhou com diversos artistas de rock como a banda U2 e o ícone Bruce Springsteen.

Pelas notícias que vimos surgir, aparentemente os esforços da Apple para potencializar o seu serviço de streaming tem dado muito certo e, com certeza, isso não vai parar por aqui. Com a iniciativa de lançar várias séries originais, acredito que a base de usuários só vai aumentar ainda mais.

[via AppleInsider]

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