Chefona do Apple Pay fala sobre o cenário atual do serviço e dá dicas do que poderemos ver pela frente

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Como anunciado no início do mês passado, Jennifer Bailey, responsável pelas operações do Apple Pay, participou da conferência Code Commerce, onde foi entrevistada [vídeo acima] e revelou alguns números — além de contar brevemente sobre o que podemos esperar daqui para frente.

Ao ser perguntada sobre o desempenho do serviço de pagamento móvel da Maçã atualmente, Bailey disse que a penetração nos Estados Unidos está por volta dos 35%, o que é um bom número comparado aos 4% que começaram, lá em 2014.

Esse número compreende mais de 40 milhões de locais que já adotaram o serviço. Parte dessa adoção também pode ter relação com o fato de que o Apple Pay seria uma alternativa mais eficiente do que os cartões de chips que, segundo Bailey, não oferecem uma boa “experiência” para os usuários. O entrevistador contou que esperava ver uma campanha de marketing “atacando” esse tipo de pagamento, mostrando a facilidade do serviço móvel; todavia, Bailey apenas respondeu que isso não é necessário; mostrar os benefícios do seu serviço e tentar trabalhar para aumentar o número de parceiros já seriam jogadas boas o suficiente.

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Falando sobre parceiros, a executiva lembrou dos diversos bancos com os quais a Apple tem feito parceria, assim como várias empresas. Ela soltou que uma das novidades esperadas para 2017 é a famosa loja de roupas Gap e também disse que até o ano que vem espera-se que dois terços das 100 lojas mais famosas dos EUA já estejam aceitando o serviço de pagamentos móveis da Maçã.

Quando o Apple Pay foi anunciado, disseram que ele seria um “substituto das carteiras tradicionais”. Apoiando-se nisso, o entrevistador perguntou se há projeto para que os usuários utilizem não somente cartões de crédito e débito, como também outros serviços e até documentos de identificação dentro do mesmo sistema. A executiva afirmou que a empresa está “pensando em tudo o que há dentro da carteira”, mas desviou o assunto para evitar falar sobre possíveis projetos.

Mesmo assim, ela lembrou que o serviço já aceita programas de pontos, bônus e cartões-presente de várias lojas, e também pontuou que uma experiência diferenciada já está sendo usada no Japão (que é utilizar o Apple Pay em transportes como metrôs, ônibus, etc.). Segundo Bailey, os usuários que utilizam o serviço em transportes no país são 3x mais ativos do que os que usam os pagamentos regulares (com cartões de crédito/débito). Sobre isso, ela afirmou que nós poderemos esperar que a empresa faça “mais por transporte”.

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Com certeza seria ótimo se o serviço realmente chegasse a outras áreas, mas a expansão está tão lenta que acredito ser melhor concentrar as forças primeiro em levá-lo a cada vez mais lugares. Ainda que o Apple Pay não tenha chegado ao Brasil oficialmente, esperamos que, quando isso acontecer, todos os benefícios que estão sendo desenvolvidos venham junto a ele.

[via The Verge]

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