Ação coletiva contra a Apple exige opção de evitar o uso do iPhone enquanto se dirige

Acidentes de carro são, infelizmente, muito comuns hoje em dia. A imprudência atrás do volante é incrivelmente cruel e causa várias mortes que poderiam facilmente ser evitadas se os motoristas fossem um pouco mais cautelosos.

Os smartphones parecem já ser parte de nós, uma extensão do que somos; entretanto, haver um equilíbrio é importante em tudo, inclusive no uso de celulares. Pode parecer bobagem, mas juntar a falta de equilíbrio no uso de dispositivos com a imprudência no trânsito nunca vai resultar em algo bom. Nos Estados Unidos, já apareceram diversas campanhas de conscientização sobre estar no celular enquanto se dirige. Por isso, já existe por lá uma certa atenção dispensada a essa questão, mas parece que apenas conscientizar as pessoas não é suficiente.

Na Califórnia, uma ação coletiva [PDF] foi criada a fim de tentar forçar a Apple a adicionar um recurso no iPhone para evitar que motoristas utilizem o aparelho enquanto dirigem.

iPhone enquanto dirige, dirigindo

A ação foi iniciada pelo californiano Julio Ceja, após uma motorista que usava o iPhone ter batido na traseira do seu carro. Segundo ele, no momento do acidente a mulher estava dirigindo e, ao mesmo tempo, utilizado o iPhone. Ele, então, registrou a ação no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles pela firma MLG Automotive Law. Os argumentos do processo relatam que a Apple “já tinha a tecnologia para evitar mensagens de texto e dirigir desde 2008” e que a empresa não adota a tecnologia por se preocupar se “vai perder seu lugar no mercado para outras fabricantes de smartphones que não limitem o uso”.

Para sustentar o caso, apoiaram-se em estatísticas do Departamento de Transportes dos EUA, cuja afirmação era de que 1,5 milhão de pessoas usam celulares enquanto dirigem. Além do mais, a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (U.S. National Highway Traffic Safety Administration, ou NHTSA) considera essa prática inclusive mais perigosa do que dirigir sob influência de álcool.

Outro argumento utilizado na ação foi que basicamente *52 mil* acidentes de trânsitos na Califórnia são causados por iPhones (isto é, pessoas usando o celular na hora do acidente), assim como uma média de 312 mortes anualmente. Esses números são assustadores, mas considerando que a maioria dos americanos possui um aparelho da Maçã, dificilmente poderia ter outros resultados.

O caso é muito semelhante ao que surgiu em dezembro do ano passado, quando uma mãe processou a Apple pela morte de sua filha, pois o motorista do outro carro estaria em uma chamada pelo FaceTime na hora do acidente. Entretanto, diferentemente desse caso, a ação visa pausar todas as vendas do iPhone até que a Apple leve aos aparelhos alguma solução para evitar que pessoas os utilizem enquanto dirigem.

A questão é preocupante, mas se já atinge números gritantes, necessário seria uma medida para todos os usuários de qualquer smartphone, não somente algo feito por uma empresa X ou Y.

[via AppleInsider]

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