Como foi deixar o Google Maps/Waze de lado e testar os mapas da Apple por 30 dias

por Gustavo Araujo [@Gustavo_H_A_]

Os mapas estão presentes na vida da maior parte das pessoas nos dias atuais, independentemente da cidade (seja ela grande ou pequena). A ferramenta de navegação é tão útil que o uso se torna algo automático, até mesmo para irmos a locais que já conhecemos. E claro que a Apple “não podia ficar de fora disso”.

Em 2012, a empresa anunciou o seu sistema cartográfico de mapas, elaborado do zero. Milhões de locais estariam disponíveis, além de toda aquela mágica prometida na keynote. Mas sabemos que não foi bem assim.

O Apple Maps foi alvo de críticas por muitos anos — e continua recebendo por boa parte dos usuários dos produtos da Maçã. Mas a verdade é que muitos nem se dispõem a testar o serviço e optam pelos mapas dos concorrentes. Então, nos últimos 30 dias, eu me propus um desafio: usar apenas os mapas da Apple durante este período. E aqui irei lhes contar como foi a minha experiência.

Recentemente me mudei para o Rio de Janeiro (RJ). A cidade é uma das poucas do Brasil que possuem a navegação 3D, então achei que seria o local “perfeito” para esse teste. Abandonei o Google Maps, serviço do qual sou usuário há muito tempo, e fui me arriscar em um serviço de mapas que possui má fama em uma cidade onde eu era novo.

No primeiro momento, fiquei um pouco receoso; havia uma pizzaria próxima à minha casa que não constava nos mapas da Apple (mas, é claro, estava nos mapas do Google). Adicionei o local e continuei a minha jornada.

Na maior parte das vezes, tudo funcionou muito bem. As informações sobre o trânsito estavam certas em grande parte dos percursos realizados. É claro que está longe da precisão oferecida pelo Waze nesse ponto (o aspecto colaborativo do Waze é imbatível), mas o serviço da Maçã não decepcionou quanto a isso.

A ausência da navegação ponto-a-ponto é algo que pode irritar alguns usuários. Isso me frustrou no início, mas eu superei — apesar de ainda querer muito que esse recurso chegue ao Brasil. O que eu considero o ponto realmente fraco do Mapas é o fato de que nem todos os locais estão disponíveis no serviço — ou estão desatualizados. Aqui no Rio, porém, a maior parte estava presente e atualizada.

Um problema que ocorreu algumas vezes durante a navegação — e que representa um grande perigo: o app me mandava virar em uma rua que era contra-mão. Não foi algo constante, é bom notar, mas vale a menção. No que diz respeito às linhas de transporte público, não tenho do que reclamar. O recurso funcionou bem, mostrando as informações sem nenhum problema ou erro.

Concluo minha experiência dizendo que o serviço peca em alguns pontos, mas a evolução se mostra visível. Não há como comparar o serviço atual com o que foi lançado em 2012. Sinceramente, eu espero que um dia a navegação ponto-a-ponto chegue às terras tupiniquins e que mais cidades brasileiras ganhem a navegação 3D.

É bom ver que a Apple está melhorando seu serviço de mapas, mesmo que seja a passos de tartaruga.

E aí, você aceitaria esse desafio? 😊

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