Apple dá sinais de estar perdendo batalha para os Chromebooks em instituições de ensino

Durante muito tempo, estudar numa escola americana era o sonho de qualquer fã da Apple. Nas salas de aula, os iGadgets disponibilizados incentivavam o aprendizado do colegiado — e esse argumento já é mais do que suficiente para querer estudar todos os dias, hein. A empresa sempre investiu em programas voltados para a educação e, no ano passado, lançou o aplicativo Sala de Aula (Classroom), responsável em auxiliar os educadores na observação e na gerência das atividades dos estudantes com iPads. Além dele, também foi criado o Swift Playgrounds, app gratuito que desperta o interesse do aluno para o mundo da programação.

O que ninguém esperava é que os famosos dispositivos da Apple fossem *perder* espaço para os Chromebooks — laptops de baixo custo executados no sistema operacional Chrome OS. Dos 12,6 milhões de dispositivos móveis enviados para as escolas primárias e secundárias nos Estados Unidos em 2016, os Chromebooks representaram 58% do mercado, ante 50% em 2015, de acordo com um relatório realizado pela consultoria Futuresource Consulting. As remessas escolares de iPads e MacBooks caíram de 25% para 19% durante o mesmo período, diminuindo assim o impulso da Maçã, que comercializa seus produtos nas escolas há 40 anos.

Market share de dispositivos em escolas

Tanto alvoroço tem motivo: os Chromebooks executam aplicativos por meio do sistema operacional Chrome OS baseado na nuvem do Google, tornando-os mais baratos e, muitas vezes, mais rápidos que os laptops tradicionais que dependem de discos rígidos. Como os Chromebooks armazenam documentos online, eles podem ser compartilhados entre os estudantes, que podem pegar qualquer arquivo escolar para acessar o trabalho da turma. O Google também fornece aos administradores escolares um painel para gerenciar remotamente milhares de laptops de uma só vez.

Orçamento

E as novidades não param por aí. Toda essa mudança para os produtos do Google está prejudicando a receita da Apple: dos US$7,35 bilhões que as escolas e universidades gastaram em dispositivos em 2016, as vendas de iGadgets caíram de US$3,2 bilhões em 2015 para US$2,8 bilhões em 2016 — de acordo com a IDC, uma empresa de pesquisa de mercado. Os dispositivos Windows geraram US$2,5 bilhões em 2016, ante US$2,1 bilhões em 2015, enquanto os dispositivos Chrome chegaram a US$1,9 bilhão em 2016, ante US$1,4 bilhão em 2015.

No entanto, a Apple continua lutando para manter seus produtos no ambiente escolar americano contra os argumentos de baixo custo dos Chromebooks: “Mac e iPad são as melhores ferramentas de educação para ajudar os professores a ensinar e os alunos a aprendem”, afirmou Susan Prescott, vice-presidente de marketing de produtos da Apple, em reportagem publicada no The New York Times.

E você, acha o que dessa batalha? Os estudantes estão perdendo com a saída dos iGadgets ou os Chromebooks são realmente melhores quando o assunto é educação? Eles substituem facilmente o Mac e o iPad?

[via 9to5Mac]

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