iPad Air 2, iPad Pro de 9,7 polegadas, novo iPad… afinal, quais são as diferenças?

Além do óbvio intuito de dar uma sobrevida por mais um ou dois anos a um produto que, de outra forma, já estaria no caminho da saída, há um outra motivação em Cupertino no ato de atualizar o iPad Air 2: tornar mais claras as opções da sua linha de tablets, apresentando três subdivisões — Pro, iPad “comum” e mini — que tragam, cada uma, suas próprias vantagens.

Entretanto, neste primeiro momento, as coisas só ficaram ainda mais confusas. Neste instante, temos dois iPads de 9,7 polegadas à venda e muitos ainda não entenderam completamente quais as diferenças entre eles e o agora finado iPad Air 2. Portanto, para deixar tudo límpido como cristal, façamos a seguir as principais distinções entre os três modelos.

Família de iPads

Novo iPad vs. iPad Air 2

O novo iPad é o modelo que vem substituir o iPad Air 2, então a lógica natural acarretaria em pensar que o novo aparelho é superior em tudo em relação ao seu antecessor, certo? Bom, este é um pensamento que você já pode ir tirando da sua cabeça: de fato, o novo iPad supera o seu ancestral em uma série de pontos, mas em outros, ele representa, na verdade, uma involução — explicada, evidentemente, pela queda de preço: se o iPad Air 2 custava a partir de US$399, ou R$3.199, o novo modelo começa em US$329, ou R$2.499; em outras palavras, a ideia da Apple é realmente fazer desta linha (e da do iPad mini) as opções de baixo custo da empresa em termos de tablets.

Portanto, comecemos com as desvantagens do novo iPad em relação ao iPad Air 2. As provavelmente mais notáveis estão na espessura e no peso do aparelho, que subiram de 6,1mm e 437/444 gramas (Wi-Fi/Wi-Fi + Cellular, respectivamente) para 7,5mm e 469/478 gramas — com efeito, o novo iPad é praticamente idêntico em termos de corpo e peso em relação ao iPad Air original, de 2013. Outra desvantagem notável tem a ver com a tela, que não é mais laminada ao vidro e perdeu a camada antirreflexiva; neste caso, entretanto, temos a vantagem colateral de o modelo apresentar uma maior simplicidade na hora dos reparos.

Algumas coisas permanecem iguais nos dois modelos, como, por exemplo, a resolução e o tipo de tela (permanece um painel LCD retroiluminado por LEDs de 2048×1536 pixels) e as câmeras (8 megapixels na traseira e 1,2 megapixel na frontal). Ambos os tablets possuem 2GB de RAM, as mesmas especificações de conectividade Wi-Fi e Bluetooth, alto-falantes idênticos e o mesmíssimo Touch ID integrado ao botão de Início. A bateria, embora tenha dado um salto de 27,62Wh para 32,9Wh, continua proporcionando ao novo iPad o mesmo tempo de uso, segundo a Apple: 10 horas de navegação na internet via Wi-Fi ou 9 horas via dados celulares.

A “não-melhora” na performance da bateria, mesmo com o seu aumento físico, deve-se certamente ao upgrade de processador que o novo iPad obteve em relação ao seu antecessor: agora, o tablet é equipado com um processador A9 de dois núcleos rodando a 1,85GHz, contra o A8 de três núcleos rodando a 1,5GHz no iPad Air 2. Para ter uma ideia da diferença entre ambos, basta comparar as perfomances de um iPhone 6 e de um iPhone 6s — e, se você nunca fez isto, pode saber que estamos falando de um salto muito bem-vindo.

Novo iPad vs. iPad Pro de 9,7 polegadas

Aqui, a briga é muito mais desvantajosa para o nosso mais novo amigo, o que, aliás, é deveras compreensível: o iPad Pro de 9,7 polegadas, entre todos os tablets da Maçã, é o que apresenta a lista de especificações mais recheada e atualizada, superando, inclusive, o seu irmão maior — comparando a lista de ambos, eu fiquei chocado com a quantidade de pontos em que o modelo de 12,9 polegadas perde para o seu equivalente menor.

O novo iPad é, obviamente, mais barato que o iPad Pro de mesmo tamanho, que custa a partir de US$599 ou R$4.999. Mas o seu processador é inferior (A9, ante o A9X do iPad Pro), a tela é inferior (a resolução é a mesma, mas o Pro conta com painel laminado, camada antirreflexiva, gama ampla de cores [P3] e tecnologia True Tone), as câmeras são inferiores (no Pro são 12 megapixels na traseira, com filmagem em 4K, e 5 megapixels na frontal), os alto-falantes são inferiores (são quatro no Pro e só dois no iPad) e o Pro ainda é mais fino e leve, tendo um corpo semelhante ao do finado iPad Air 2. Além disso, o novo iPad não é compatível com o Apple Pencil ou com o Smart Keyboard e não traz os pinos do Smart Connector.

Será que eu devo investir no novo iPad?

iPads de 9,7 polegadas em espiral

Depende, naturalmente, do iPad que você tem em casa. Se o seu tablet atual for um iPad Air 2 ou até mesmo o iPad Air original, eu diria que o novo iPad não traz uma gama de novidades suficiente para recomendar o upgrade.

Se o seu modelo for anterior a estes dois que eu citei, entretanto, a atualização começa a fazer mais sentido, além de ser convidativa em uma série de aspectos: o novo iPad é (na teoria) veloz, relativamente fino e leve (vai comparar com o iPad original pra você ver) e tem o menor preço da história da Apple em termos de tablets com 9,7 polegadas. Caso as suas intenções com o tablet sejam modestas, é uma compra absolutamente recomendada — agora, se você tiver aspirações maiores, talvez seja melhor saltar para o iPad Pro ou, melhor ainda, esperar um certo modelo de 10,5 polegadas.


iPad

iPad de 9,7″

de Apple

Preço à vista: a partir de R$ 2.249,10
Preço parcelado: em até 12x de R$ 208,25
Cores: cinza espacial, prateado ou dourado
Capacidades: 32 GB ou 128 GB
Lançamento: marco de 2017

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