Pesquisa mostra que o iPhone está mais popular que nunca nos EUA; para analista, preço médio de venda saltará em 2018

A essa altura, a cartilha já está basicamente desenhada: no segundo semestre, a Apple apresentará — a não ser que uma hecatombe aconteça daqui até lá — três iPhones. Dois deles, atualizações pontuais aos que já temos hoje em dia; o terceiro, um modelo novo, com recursos (supostamente) impressionantes em comemoração aos dez anos do advento do smartphone da Maçã.

Muitas questões ainda pairam no ar, mas uma delas trata-se de até que ponto a Apple conseguirá manter o seu pioneirismo no mercado dos smartphones. O consenso geral entre a imprensa especializada é que a Maçã terá que se virar nos 30 para superar concorrentes formidáveis que surgiram nos últimos meses — e eu não estou falando só do incrível Galaxy S8, mas também do LG G6, do OnePlus 3T e até do Google Pixel, que já carrega um semestre (o equivalente a décadas no mundo da tecnologia) nas costas.

Bom, se levarmos em conta esta pesquisa da comScore, pode-se dizer que a Apple tem tudo para respirar aliviada. De acordo com os dados, o iPhone nunca foi tão popular como é hoje no seu principal mercado, o americano. E, para melhorar, a maior fatia dos donos de smartphones da Maçã ainda carrega nas mãos os modelos 6/6s, ou seja, a chegada do “iPhone 8” certamente será um atrativo e tanto para estes usuários — em outras palavras, o mercado estará “maduro” para um “superciclo” de atualizações de mais de 30 milhões de usuários.

Número de iPhones em uso nos Estados Unidos ao longo dos anos

Entrando em números exatos, a firma estima que existam hoje 85,8 milhões de iPhones em uso nos EUA — considerando apenas usuários de 13 anos ou mais. Destes, 7,5 milhões são iPhones 7, 5,1 milhões são iPhones 7 Plus e 3 milhões são iPhones SE. Os iPhones 6 e 6s representam a maior fatia, com 33,4 milhões de aparelhos, enquanto os iPhones 6 Plus/6s Plus também têm um excelente share, com 15 milhões de aparelhos — estranhamente, para estas gerações, a firma separou os modelos por tamanho, e não por geração.

Quem também ainda tem uma participação para lá de considerável são os iPhones 5, 5s e 5c, que, juntos, ainda representam 17,8 milhões do universo de iPhones no país. Os modelos mais antigos — 3G, 4 e 4s (e provavelmente o 3GS, que não foi citado provavelmente por engano) — ainda são 4,1 milhões. Se isto não for um atestado da longa vida média de um iPhone, eu não sei o que é.

·   ·   ·

Enquanto os números acima apontam para um ano de 2018 bastante positivo para a Apple — em relação aos seus smartphones, ao menos —, a predição de uma analista pode jogar ligeiramente contra este prospecto. Segundo o Business Insider, Katy Huberty, da Morgan Stanley, estima que o ASP1 do iPhone subirá significantemente no ano que vem.

De acordo com a analista, o número subirá para US$753 em 2018, contra os US$675 atuais. As razões são claras: a popularidade crescente dos modelos Plus, que são naturalmente mais caros, e também a expectativa da chegada do “iPhone X”/”iPhone 8”, que, ao que tudo indica, será ainda mais caro que o mais dispendioso dos modelos atuais — podendo cruzar a temida barreira dos US$1.000.

A analista, entretanto, corrobora a opinião de que 2018 será um ano de “superciclo” para a Apple, em que uma grande quantidade de usuários atualizará seus iPhones por modelos mais novos, trazendo um lucro acima do normal para a empresa — ou seja, mesmo pagando mais, tudo indica que o público fiel dos smartphones da Maçã manterá (e até mesmo expandirá) sua fidelidade ao longo do ano que vem. Será?

[via 9to5Mac, iClarified]

Posts relacionados

Comentários