Ex-estagiário revela suas experiências e dicas para quem quer trabalhar na Apple

Nada atrai os olhares da mídia tanto quanto escândalos dentro de grandes empresas. O que pouco vemos, infelizmente, são histórias que contam experiências boas nos bastidores — talvez por ser o “mínimo” esperado de um ambiente de trabalho.

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Em relação à gigante de Cupertino, há diversas histórias macabras de ambiente de trabalho hostil, mas também existem pesquisas que revelam que a Apple é uma das melhores empresas de tecnologia para se trabalhar. Ainda assim, não importa como; todos querem ter a oportunidade de experimentar um pedaço da Maçã.

Estagiário na Apple internship

Em uma dessas histórias de “fim feliz”, um ex-estagiário da Apple compartilhou com a Fast Company as suas experiências na empresa, assim como deu dicas para quem deseja ingressar em uma das companhias mais populares do mundo.

Maxime Britto, agora fundador da startup Purple Giraffe, teve ótimas experiências como estagiário na Apple. Ele contou que iniciou o seu estágio um dia antes da WWDC1 de 2008 e pôde assistir à conferência junto da sua equipe. Ele fazia parte das equipes do WebKit e do Safari; trabalhou exterminando bugs no WebKit e também passou bastante tempo em recursos para o Safari do Windows. Nas suas duas últimas semanas, trabalhou em uma função para o Safari que ainda não foi lançada — só não se sabe se para macOS ou Windows.

Britto revelou que, antes de entrar na Apple, ele estagiou na empresa francesa Pleyo, que contribuía com o projeto de código aberto do WebKit. Lá, ele trabalhava em alguns bugs do WebKit e passava bastante tempo conversando no (bom e velho) IRC; então, acabou conhecendo virtualmente alguns membros regulares da comunidade que, depois veio a saber, eram — em sua maioria — empregados da Apple.

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Quem fez a ponte entre Britto e um dos gerentes da Apple foi o seu próprio gerente na Pleyo. Porém, ele realmente conseguiu o estágio pois já havia dedicado vários meses trabalhando nos projetos de código aberto do WebKit, começando com o básico e evoluindo à medida que trabalhava para corrigir falhas.

Maxime Britto, ex-estagiário da Apple
Maxime Britto, ex-estagiário da Apple

Detalhando a sua rotina como estagiário, Britto afirmou que “assim como qualquer engenheiro na Apple”, ele tinha o seu próprio escritório com o seu nome na porta e um cartão magnético para entrar e sair quando quisesse, de dia ou à noite. Ele tinha dois MacBooks Pro e podia trabalhar também remotamente quando precisasse. Os escritórios eram cercados de uma área para “relaxar”, onde tinham sofás; na verdade, eles passavam bastante tempo trabalhando nos sofás — quando precisavam de um foco a mais é que iam para os escritórios.

Para colocar água na boca de todos nós, ele também relatou as suas melhores experiências na Apple, destacando as relações interculturais das quais a empresa sempre se gaba em ter, além de ter conhecido grandes nomes.

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Meu primeiro dia na WWDC está definitivamente no Top 3! Eu também amei a relação com os outros estagiários do mundo todo. Nós compartilhávamos apartamentos, praticávamos esportes juntos, íamos a restaurantes durante a semana e a San Francisco nos fins de semana. Eu aprendi muito com a mistura cultural e voltei para casa como uma pessoa diferente. Outra vantagem emocionante foi a série VP: uma vez por semana, os estagiários eram convidados para uma conversa na hora do almoço com um dos vice-presidentes. Nos encontrávamos e fazíamos perguntas para pessoas incríveis como Jony Ive, Bertrand Serlet, Scott Forstall e muito mais. E, na última semana da série, foi Steve Jobs. Todas essas conversas foram realmente incríveis.

Quando perguntado se havia algo faltando no estágio, ele revelou que não tinha nada o que melhorar. Britto disse que foi muito bem recebido e que tudo foi custeado pela Apple: viagem, hospedagem, transporte e tudo mais. Ele ainda revelou que um estagiário lá é muito bem remunerado.

Ao fim do estágio, ainda lhe ofereceram trabalho, porém ele recusou por não querer trabalhar longe de casa (na França) e porque desejava criar a sua própria empresa. Ainda assim, logo que adicionou o estágio na Apple em sua página do LinkedIn, diversas empresas grandes entraram em contato com ele.

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Por fim, Britto compartilhou algumas ideias para quem deseja tentar ingressar na Apple como estagiário:

O modo como eu comecei o estágio foi difícil, mas também é um dos mais prováveis a dar certo caso você seja um engenheiro de software como eu. Foi difícil porque os projetos de código aberto da Apple são muitas vezes enormes e têm com uma curva de aprendizado íngreme. Eu tive a sorte de ter quatro meses de tempo integral para fazer isso (meu estágio na França, em 2007). Mas se envolver com os projetos de código aberto da Apple é uma maneira muito possível de dar certo porque poucas pessoas vão em frente até realmente contribuírem com os projetos; e, se você fizer isso, você é notado pela equipe de dentro da Apple — e essa é a sua chance. Então, meu conselho é: encontre um projeto de código aberto que você goste, trabalhe duro nele, e seja agradável e útil. Eventualmente, funcionará e, além disso, você aprenderá muito.

A entrevista inteira está disponível em inglês no site da Fast Company.

Então, #partiu estágio na Apple? #euquero! 😝

[via The Mac Observer]

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