Enquanto os Macs ainda aguardam os chips “Kaby Lake”, a Intel já fala das vantagens da geração seguinte — a “Coffee Lake”

Como todo fã ou admirador de informática deve estar sabendo, começou hoje a edição de 2017 da COMPUTEX TAIPEI, uma das maiores feiras de computação do mundo, em Taiwan. E quem deu as caras por lá, como não poderia deixar de ser, foi uma certa empresa fabricante de processadores da qual nós todos somos deveras familiares.

A Intel subiu ao palco da sua conferência para apresentar uma nova série de processadores de alta performance, a Core-X Series. O apogeu desta nova linha é um modesto chip batizado de Core i9 Extreme, que conta com 18 núcleos(!) e 36 threads(!!), sendo capaz de gerar mais de 1 teraflop(!!!) de poder de processamento numa única máquina doméstica. É, amigos, o futuro está aqui.

Core-X Series, nova linha de processadores da Intel

Por mais que estas sejam novidades que encham os olhos, elas são, basicamente, destinadas aos usuários de Windows que gostam de montar suas máquinas ou comprar computadores já personalizados para alta performance (isto é, ao menos enquanto a Apple não der um jeito no Mac Pro). Aqui para os lados Cupertinianos da coisa, entretanto, a gigante dos processadores também fez algumas revelações interessantes, e elas resumem-se a duas palavras: “Coffee Lake”.

Se você está perdido, eu explico: cada nova geração de arquitetura dos processadores Intel é batizada por um nome. A geração atual é chamada de “Kaby Lake”, enquanto a anterior é conhecida como “Skylake”. Estas duas gerações, bem como a vindoura “Coffee Lake”, apresentam um processo de fabricação de 14 nanômetros; apenas a geração posterior, batizada de “Cannonlake”, será a primeira baseada num processo de 10 nanômetros.

Isso não quer dizer, entretanto, que os ganhos da geração “Coffee Lake” em relação à sua antecessora são desprezíveis. Muito ao contrário: a Intel aproveitou um tempo da sua conferência hoje pela manhã para anunciar que, após realizar testes com um processador baseado na sua mais nova arquitetura, detectou ganhos de mais de 30% na performance se comparado com um chip de arquitetura “Kaby Lake”.

Os dois processadores foram comparados utilizando a ferramenta SYSmark 2014 num computador rodando o Windows 10. De um lado, um chip “Coffee Lake” com velocidade-base não divulgada e Turbo Boost de 4GHz; do outro, um Core i7-7500U dual-core com 2,7GHz e Turbo Boost de 3,5GHz. As vantagens foram notáveis — e os dois processadores são de 15W, do tipo que se coloca num computador portátil.

Final Cut Pro X no MacBook Pro com Touch Bar

O que isso significa para o mundo Mac, então? Bom, grosso modo, nada mais do uma obviedade já exprimida pela Lei de Moore há décadas: os Macs do futuro serão significantemente mais poderosos que os atuais. Os números, entretanto, dão uma ideia do quão mais poderosos eles serão.

Resta, entretanto, Tim Cook e sua turma definirem este “próximo” de que estamos falando. Como bem sabemos, a Apple ainda nem mesmo atualizou seus Macs para incluir os processadores de arquitetura “Kaby Lake”, portanto, ninguém sabe exatamente quando os computadores da Maçã receberão os “Coffee Lake”.

Ao que tudo indica, atualizações dos Macs deverão pintar na conferência de abertura da Worldwide Developers Conference (WWDC) 2017, na semana que vem, mas eles deverão incorporar os processadores da linha “Kaby Lake”. A não ser, como já foi ventilada a possibilidade em alguns veículos, que a Apple deixe para despachar estes computadores apenas alguns meses depois e já inclua neles os chips “Coffee Lake”, que, segundo a Intel, estarão prontos para equiparem máquinas do mundo “em algum ponto do segundo semestre”.

Será que a Maçã vai pular uma geração da Intel e já largar na liderança desta nova arquitetura ou vai continuar razoavelmente atrasada, tendo que alcançar os concorrentes? Teremos que aguardar para ver.

via MacRumors

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