ResearchKit chega à versão 1.5 com melhorias e uma pergunta: será que a iniciativa tem sido útil?

A iniciativa de pesquisa em saúde da Apple, o ResearchKit, acaba de receber uma grande atualização, trazendo novas maneiras para pesquisadores coletarem dados de pacientes a partir do iPhone e/ou do Apple Watch.

Depois de dois anos, o ResearchKit chegou agora à versão 1.5, trazendo novas “tarefas ativas”, “passos” e outras funcionalidades desenvolvidas tanto pela Apple quanto pela comunidade aberta.

Em um dos passos, foi adicionado a possibilidade de adicionar um vídeo instrucional para que o paciente/usuário possa executar as tarefas exatamente como esperado pelos pesquisadores. Além disso, também houve uma melhora na tarefa ativa de audiometria tonal, que agora permite ao paciente não somente indicar se ele ouviu algum som, mas em que lado ele ouviu (direito ou esquerdo).

ResearchKit 1.5 tarefas ativas

Outras novas tarefas ativas incluem: “Stroop”, que testa o foco (atenção seletiva) dos pacientes; “Trail Making” (“trilhas”), que mede a atenção visual; e “Range of Motion” (“amplitude de movimento”), que mede a extensão de ombros e joelhos, tanto flexionados quanto estendidos com a ajuda do acelerômetro e do giroscópio.

A iniciativa tem sido útil para os profissionais?

A intenção da Apple ao trazer o ResearchKit era que qualquer profissional de saúde pudesse obter dados suficientes para suas pesquisas em grande escala — já que qualquer pessoa poderia realizar os testes a partir de seus iPhones.

Desde então, a Maçã vem destacando as grandes novidades trazidas pela iniciativa, e como a comunidade de pesquisadores e profissionais de saúde têm se beneficiado dela. Ainda assim, a Healthcare IT News afirmou que as opiniões sobre a adaptação têm se dividido.

Por exemplo, a STAT citou que o ResearchKit tem potencial para se tornar muito útil para os pesquisadores de assistência médica. Além disso, um dos pesquisadores que lançou dois apps com a ajuda do framework se admira de poder obter dados externos em sua pesquisa, como clima, qualidade do ar, etc.

Entretanto, há quem ache que a iniciativa está aquém do que poderia ser. Matthew Amsden, CEO da ProofPilot, uma empresa que realiza estudos de pesquisa, afirmou que a iniciativa ainda está “longe de ser útil para a comunidade médica”, além de não ser capaz de resolver os problemas de marketing e gerenciamento que afetam o mundo da pesquisa.

Mesmo com a poderosa máquina de comunicação da Apple, a maioria dos estudos envolvendo o ResearchKit acabou tendo poucos usuários e altas taxas de desgaste, já que fazem muitos aplicativos de consumo geral. O estudo da asma publicado na Nature Research teve uma taxa de conclusão de 2%, tornando impossível a criação de informações generalizadas.

Amsden ainda sugeriu que, se a Apple quiser realmente superar isso, precisaria ensinar os pesquisadores a criar bons aplicativos, a fim de que possam se destacar dentre os vários apps existentes, para que atraiam mais participantes.

A Apple tem diversos programas de saúde e vem melhorando ainda mais. Opiniões divergentes são boas; desta maneira, a empresa se esmera mais ainda e não fica na esfera da comodidade.

via Cult of Mac

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