Primeiras impressões sobre as novas linhas de iMacs, MacBooks e MacBooks Pro com Touch Bar

Quando a Apple anuncia a data de um evento, muitos de nós esperamos ansiosos por alguma novidade de software ou de hardware daquelas que ficam evidentes aos olhos — como uma nova funcionalidade, um novo design, um novo tipo de sensor, novas cores, etc. Mas e as coisas que não são tão perceptíveis assim (visualmente falando), os chamados upgrades internos como melhorias no processador, na RAM1, etc.? Será que não podemos encarar isso como novidades, também? Pois eu posso garantir para vocês: sim, podemos — e deveríamos!

Publicidade

Eu tive recentemente a oportunidade de fazer um test drive em todos os novos Macs lançados recentemente e, de quebra, brincar com alguns softwares que realmente exploram o uso da Touch Bar de forma inteligente. Talvez vocês leiam este artigo e seja difícil mensurar a percepção que eu tive ao usar os dispositivos. Por isso, vou tentar colocar um parâmetro de comparação, aqui: sou usuário de um MacBook Pro com Touch Bar de 13 polegadas, Core i7 de 3,3GHz com 512GB de SSD e 16GB de RAM. Ou seja, uma máquina super-rápida!

Algumas das máquinas que eu testei estavam com a configuração máxima disponível, então, assim como o meu Mac, dá para ter uma ideia se eu estava mexendo em um computador mais lento ou mais rápido. Apenas assistindo à keynote de abertura da Worldwide Developers Conference (WWDC) 2017, não dá para avaliar o que os upgrades representam na prática.

MacBooks

MacBook de 12"

Publicidade

Ao mexer no MacBook (aquele fininho, com tela de 12 polegadas e uma única porta USB-C), eu me surpreendi com a evolução dos novos processadores e com os SSDs mais rápidos. Cheguei a ter uma máquina dessas (de primeira geração, assim que lançou), mas achava um Mac um pouco lento para as minhas necessidades de trabalho quando comparado a algum da linha Pro — e, como eu estava acostumado com esse desempenho mais “profissional”…

Ainda assim, ela era uma máquina legal para coisas simples do dia-a-dia como navegar pela internet, ler emails, escrever textos, etc. Nesta nova geração, porém, a velocidade melhorou muito! Sem sombra de dúvidas, quem precisa de mobilidade e não quer ficar carregando peso, esta é a melhor escolha.

A questão da falta de portas USB eu acho um tema muito particular; para mim, isso nunca fez muita falta, então vai variar de caso para caso. Vale você colocar isso na balança quando for escolher. Eu não gosto de colocar gêneros para os computadores da Apple, mas na minha cabeça esse é um computador perfeito para a minha namorada colocar na bolsa sem praticamente nem pesar, livrando-a de carregar uma mochila só para isso.

Publicidade

MacBooks vs. MacBooks Pro

Novos MacBooks Pro de 13 e 15 polegadas abertos na diagonal

Uma estratégia interessante da Apple (no meu ponto de vista, obviamente) é que essa máquina tem um preço inicial de R$9.799 (no Brasil; lá fora, US$1.299), exatamente o mesmo preço da versão de entrada do MacBook Pro (sem Touch Bar). Eu vou falar um pouco sobre a minha percepção dessas máquinas e já contarei por que eu acho isso uma boa estratégia.

O MacBook Pro de entrada tem um desempenho melhor que o do MacBook, além de ter mais portas USB-C disponíveis; em contrapartida, ele é um pouco mais “pesado”. Com a nova geração de processadores, me pareceu que os aplicativos e as tarefas básicas que eu testei fluíram muito mais rápido/naturalmente. Sabe quando você volta, por alguma razão, a usar um modelo antigo de Mac e nota a diferença de performance? Pois é. Levando em consideração que eu tive um MacBook Pro de 2013 topo-de-linha até há pouco tempo, quem optar por uma máquina dessas com poucos upgrades terá um computador para pelo menos uns 6/7 anos — desconsiderando as surpresas que estão por vir em realidade virtual.

Publicidade

Se você precisa de performance e de mais portas disponíveis — e, por outro lado, não liga tanto para a Touch Bar e de ter um computador um pouquinho mais pesado (0,92kg vs. 1,37kg) —, essa é a sua opção.

Levando em consideração o preço inicial dessas duas opções, cabe ao usuário analisar o que mais é mais essencial: mobilidade ou performance. Vale notar que estamos falando de máquinas para uso no dia-a-dia (para navegar na internet, mandar emails, criar documentos, editar algum video em um nível nem tanto profissional, mexer com fotos, enfim… coisas até um pouco além do “feijão com arroz”).

Até agora eu falei sobre coisas que a maioria de vocês já — provavelmente — sabiam. Mas a ideia é reforçar que são ótimas máquinas. Levando em consideração a máquina que eu uso diariamente, eu gostei mesmo do que vi nesses modelos.

MacBook Pro com Touch Bar

Final Cut Pro X no MacBook Pro com Touch Bar

Todavia, uma coisa que me fez mudar de opinião — pois talvez eu ainda não tivesse utilizado ferramentas que realmente exploram bem a funcionalidade — foi a Touch Bar.

Eu peguei um modelo de MacBook Pro com Touch Bar de 15″ com os novos processadores e, olhando para ele, era muito parecido com o meu (visualmente falando — apenas o tamanho da tela e os alto-falantes são diferentes). Então, eu comecei a brincar no Photoshop. Claramente a performance da máquina surpreende! Você praticamente não tem tempo de espera para processamento de filtros em imagens, pelo menos nos básicos que brinquei como alterar cores, distorcer algo na foto, cortar uma parte e colocar em outra parte da imagem, trabalhar com diferentes camadas… conclusão: faz uma boa diferença ter uma placa gráfica dedicada (e melhorada) para isso.

O que me surpreendeu foi eu ter conseguido brincar de trocar de efeitos nas fotos usando apenas a Touch Bar. Todos os efeitos e ferramentas apareciam na barra de escolha, de uma forma bastante intuitiva. Só nesse momento eu percebi que o que falta é basicamente a popularização do recurso, que os desenvolvedores olhem com mais carinho para ela.

Eu não sou designer (então me perdoem os que são e já usam a ferramenta há muito tempo sem a Touch Bar); sou gestor de equipes multidisciplinares e, nesse meio, existem designers. Pode parecer bobeira, mas eu tenho a percepção que os profissionais que utilizam mesas digitalizadoras economizarão alguns bons segundos ao trocar de ferramenta/efeito com a outra mão na Touch Bar — que a longo prazo pode representar uma economia de tempo interessante. Se você já utiliza esse recurso, deixe as suas opniões nos comentários!

Eu não me imagino utilizando a Touch Bar para escolher as palavras que aparecem como sugestões enquanto estou digitando — pois no meu caso, digito sem olhar para o teclado —, mas para mexer no Photoshop, faz todo sentido!

O ponto que eu fiquei realmente espantado com a velocidade foi no Final Cut Pro. Editar videos, trocar a cor de fundo do céu, de objetos em movimento, incluir textos… isso tudo me fez sentir que eu estava trabalhando numa foto estática: qualquer efeito que eu aplicava, como trocar a cor do céu, já se refletia no vídeo todo quase instantaneamente2.

No Final Cut Pro, o carinho dado a Touch Bar também foi alto (até porque é um software da própria Apple). Assim como no Photoshop, eu consegui trocar e testar efeitos praticamente usando apenas ela. Tem até atalhos para ver o antes/depois e, por incrível que pareça, é *estupidamente* rápido colocar e tirar todos os efeitos.

iMacs

iMacs de 21,5 e de 27" (4K e 5K)

Eu peguei o mesmo video e continuei mexendo nele num iMac com tela 5K de 27″, que tem placas gráficas dedicadas e processadores quad-core. Aí eu senti que meu MacBook atual é “lento”, de tão absurda que é a velocidade de processamento e de renderização dos vídeos. Aplicar efeitos 3D em um vídeo… parecia que eu estava mexendo em algum simples editor de textos e trocando a cor da fonte3.

Se você é uma pessoa que precisa de conectividade, essa máquina tem um número razoavelmente bom de portas. Ela conta com saída P2, slot para cartões SDXC, quatro USBs 3, duas Thunderbolts 3/USB-C e uma Gigabit Ethernet 10/100/1000BASE-T (conector RJ-45). O legal é que esse Mac suporta mais um monitor 5K ou dois 4K — eu na hora me imaginei em uma ilha de edição de emissora de TV!

Conectividade do iMac

Alguns acham que, só porque somos fãs da Apple, não criticamos a empresa. Quem acompanha todos os nossos artigos e o nosso podcast sabe que nem eu, nem ninguém da equipe deixa de criticar quando algo da Apple não surpreende. Mas, nesse caso, as melhorias na velocidade das máquinas no geral me surpreendeu muito! E usar duas ferramentas (Photoshop e Final Cut Pro) que exploraram o bom uso da Touch Bar deixou ainda mais surpreso!

As pessoas costumam me questionar muito se vale a pena “pagar caro” em um computador da Apple; eu costumo responder que, dependendo do que você faz, terá uma máquina para muitos anos! Eu vendi o meu MacBook Pro de 2013 para uma pessoa que, sem sombra de duvidas, utilizará ele por mais uns seis anos tranquilamente. Então vale a pena investir em um Mac, pois a longo prazo você notará que fez um ótimo investimento.

Conclusão

Os upgrades internos me surpreenderam, de verdade. Eu não entendia direito o motivo de tantas opções de máquinas e hoje vejo assim:

  • MacBook Air: máquina de entrada da Apple; boa, sem tela Retina mas com valor mais acessível.
  • MacBook: mobilidade por ser superleve e com desempenho atualmente muito bom — além de uma máquina bastante silenciosa.
  • MacBook Pro (sem Touch Bar): quem precisa de um pouco mais de performance e portas USB-C disponíveis — e não liga para o que a Touch Bar pode oferecer (eu achava que era pouco, até ver ela realmente sendo utilizada de verdade).
  • MacBook Pro (com Touch Bar): uso do computador com um novo conceito de barra superior, possibilidade de um grande upgrade de máquina4, além do leitor de impressões digitais, que facilita bastante o dia-a-dia.
  • iMac: máquina para quem precisa de tela grande e muita performance — é sensacional mexer com fotos e videos em uma tela gigante!5

Qual produto da Apple não lhe surpreendeu tanto na apresentação e depois que você utilizou, veio o estalo: “Como eu vivia sem isso?” Comentem!

Taggeado:

Posts relacionados

Comentários

Carregando os comentários…