Apple é condenada a pagar um total de US$506 milhões a universidade por infração de patente [atualizado: Apple apela contra a decisão]

Em 2014, a Apple entrou em uma disputa com a Universidade de Wisconsin, mais precisamente a WARF (Wisconsin Alumni Research Foundation), a qual alegava que a empresa teria violado uma patente que envolvia seus processadores A7, A8 e A8X, utilizados em iPhones e iPads. Um veredito do juiz William Conley veio em outubro de 2015, quando a Maçã perdeu e precisou pagar US$234 milhões à instituição (após deliberação do júri).

De acordo com a Reuters, o mesmo juiz ordenou, na última segunda-feira (24/7), que a Apple pagasse mais US$272 milhões à universidade, somando US$506 milhões no total. A justificativa para mais esta quantia seria de que a empresa teria continuado a utilizar a patente até ela expirar, em 2016.

A patente em questão — de número 5.781.752 — seria referente a um “circuito preditor”, que melhora o desempenho do processador ao prever as instruções que um usuário dará ao sistema. Ela teria sido registrada originalmente em 1998, junto de três alunos de Ciência da Computação e o professor Gurindar Sohi.

Na época do julgamento, a Apple alegou que a patente seria inválida, portanto, não haveria nenhuma infração. Ela, inclusive, tentou ir até o Escritório de Patentes dos Estados Unidos a fim de revisar a validade da patente, porém acabaram rejeitando esse pedido.

Além desta disputa, a WARF teria iniciado mais uma, desta vez para contestar outros chips mais recentes da Apple, os A9 e A9X, porém ainda não houve julgamento disso.

Atualização 26/10/2017 às 13:30

Parece que essa história ainda não acabou com a perda da Apple na disputa. Isso porque, como contou o Law360, a Maçã entrou com um recurso para tentar anular essa decisão, alegando que havia muitos erros no julgamento.

A Apple Inc. disse ao Federal Circuit que o julgamento de US$506 milhões realizado pelo tribunal de Wisconsin, o qual afirmava que a empresa violou uma patente de processador de computador pertencente à Wisconsin Alumni Research Foundation, estava “cheio de erros” e deve ser revogado.

Em um relatório de abertura divulgado na sexta-feira e divulgado esta semana, a gigante da tecnologia argumentou que praticamente todos os aspectos do veredito do júri e as decisões pós-julgamento no Distrito Ocidental de Wisconsin tinham falhas, desde a descoberta da violação e sua validade até a teoria de danos “prejudicialmente infligida” da WARF.

Como se trata da Apple, um nome bastante grande, tenho certeza de que, depois dessa, os responsáveis analisarão todo o processo de maneira cuidadosa.

via Patently Apple

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