Se não tem como prevenir vazamentos de produtos, pelo menos a Apple está tentando proteger os nomes deles

Para a Apple, controlar vazamento de hardware (produtos físicos) é extremamente difícil — já que eles passam por uma extensa linha de produção; ou seja, muitas pessoas entram em contato com eles antes de o bandido ser revelado ao mundo.

Já em software, ainda que seja bastante difícil, vazamentos acontecem — muitas vezes por descuido da própria Apple, como vimos ontem com o vazamento de informações sobre o “iPhone 8”.

Se até o seminário “anti-vazamento” vazou, a Apple parece não conseguir mais guardar nenhuma informação até o anúncio oficial de seus produtos. Ainda assim, ela está tentando algumas formas de manter para si pelo menos os nomes dos produtos, para que não ocorra o que vimos no ano passado, quando conhecemos — através de um documento de registro — os nomes dos AirPods e dos iPhones (entre outras coisas) que estavam prestes a serem anunciados.

Um exemplo de que a Maçã foi bem-sucedida nisso este ano foi que ela conseguiu manter o nome “HomePod” longe dos curiosos. E como ela fez isso? De acordo com a Bloomberg, a Apple iniciou o processo de registro de marcas em um pequeno país entre a Áustria e a Suíça, chamado Liechtenstein.

A razão provável por trás desta escolha está no fato de que o banco de dados online de marcas registradas do país não mostra nomes de produtos até que o pedido seja aprovado. Assim sendo, o período de pendência foi suficiente para que o nome permanecesse um mistério até que fosse revelado na Worldwide Developers Conference (WWDC) 2017, em junho deste ano.

O mesmo parece estar acontecendo com os iPhones que serão revelados este ano. Apesar de já sabermos basicamente tudo sobre os aparelhos, os nomes continuam um mistério; mesmo que sejam realmente “iPhone 7s/7s Plus/8”, não vimos (até agora) nenhuma confirmação (como foi no ano passado).

Contribuindo com isso, a Jamaica, país onde a Apple já havia registrado produtos anteriormente, também reformulou a maneira de acessar os registros de marca.

No Escritório de Propriedade Intelectual da Jamaica, […] a única maneira de realizar pesquisas é pessoalmente, o que significa que os detetives precisam ir até a Jamaica ou contratar um advogado local para fazer pesquisas no sistema do escritório, assim como uma biblioteca antiga. As pesquisas são gratuitas, mas custam 150 dólares jamaicanos (US$1,17) para imprimir cada página.

As buscas por proprietários ou datas não estarão mais disponíveis usando computadores públicos. As buscas por proprietários serão realizadas pelo escritório, mediante solicitação e pagamento das taxas necessárias, com apenas informações já publicadas.

Parece um esforço bastante grande apenas para manter fora do alcance do grande público os nomes dos produtos, mas se pelo menos neste quesito a Apple está conseguindo fazer mistério, que continue assim! Por outro lado, já que a matéria fez o favor de explicar detalhadamente como se obtém esse tipo de informação, não duvido que já haja pessoas pensando em formas de fazer assim como foi descrito acima, a fim de conseguir os nomes. 😛

via AppleInsider

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