Devido a sanções, Apple começa a remover aplicativos iranianos da App Store

Oficialmente, conforme informou o New York Times, a Apple *não* tem presença no Irã. E o motivo para isso é simples: sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) limitam, e muito, as relações comerciais de empresas dos Estados Unidos com o Irã — e como a Apple é uma empresa americana, deve seguir tais regras.

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Isso não quer dizer que não existam iranianos usando iPhones por lá, já que há um enorme mercado clandestino (de iPhones provenientes de lugares como Dubai e Hong Kong). E onde há iPhones, há demanda por aplicativos/serviços. Assim, empresas e desenvolvedores iranianos acabam disponibilizando suas criações em App Stores de outros países — como a própria App Store americana. Apenas para ilustrar, era exatamente o que acontecia com o Snapp, um serviço similar ao Uber bastante popular no país.

Em fevereiro passado, a Apple pediu para que desenvolvedores iranianos removessem quaisquer opções de pagamento em seus aplicativos, evitando assim que dinheiro iraniano entrasse nos EUA e que sanções fossem violadas. O Irã, então, desenvolveu o seu próprio sistema interno de pagamento online (o shaparak). Após a notificação da Apple, quase todos os aplicativos iranianos, incluindo o Snapp, passaram a utilizar o shaparak, dinheiro e outros métodos de pagamento.

Escritório da Snapp, em Teerã
Escritório da Snapp (serviço similar ao Uber), em Teerã

Nesta semana, a Apple removeu o Snapp das suas lojas de aplicativos. Não apenas ele: aplicativos iranianos (seja de entrega de comida, compras ou qualquer outra categoria) estão sendo aos poucos removidos das lojas da Maçã.

Em mensagem para tais empresas/desenvolvedores, a Apple informou que está agindo de acordo com os regulamentos das sanções impostas pelos EUA e que, por isso, não pode hospedar, distribuir ou fazer negócios com aplicativos ou desenvolvedores conectados a determinados países. O porta-voz da Apple Tom Neumayr confirmou a história, mas não quis explicar mais detalhes sobre o assunto.

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Curiosamente, o Google (uma empresa americana, como a Apple) permite que desenvolvedores para Android publiquem seus aplicativos no Irã, desde que eles não envolvam compras. E a gigante de buscas não parece ter tomado uma ação similar contra aplicativos iranianos no Google Play — as diretrizes formais da loja da gigante de Mountain View permitem que aplicativos sejam distribuídos no país.

Veremos se algo muda neste cenário (seja do lado da Apple ou do Google) nos próximos dias…

via Techmeme

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