Novo documentário original chega ao Apple Music; serviço terá série com Reese Witherspoon e conteúdo produzido por… Drake?

O plano de dominação mundial da Apple continua a todo vapor em todas as frentes — inclusive no mundo das artes. Essa parte, claro, fica por conta do Apple Music: a plataforma musical está cada dia mais recheada de conteúdos originais e, se as coisas continuarem no frenético ritmo atual, certamente a Maçã terá que repensar o seu nome, já que ele promete abrigar produtos que vão muito além da música.

Vamos falar, a seguir, de três faces desse mesmo plano de expansão — uma já lançada, uma recém-anunciada e uma que é apenas um prospecto. Um prospecto deveras esquisito, aliás.

Danny Brown

Primeiramente, a bola da vez é o documentário Danny Brown: Live at the Majestic. O filme original do Apple Music, que já estreou na última terça-feira (7/11), acompanha o rapper indie (confesso que nem sabia que isso existia, mas parece legal) Danny Brown ao longo de passos da sua carreira, intercalando as cenas biográficas com imagens de um show realizado pelo músico.

Eis o trailer da produção:

Danny Brown “Live at the Majestic” é o novo documentário-concerto de Andrew Cohn, estrelando o singular astro do rap indie de Detroit. O documentário te leva por trás das cenas enquanto o famoso rapper prepara para assumir o palco do Teatro Majestic em sua cidade natal. Como qualquer retorno ao lugar onde você cresceu, a jornada é cheia de histórias hilariantes sobre picardias juvenis, lutas com uma nova e mais honesta avaliação do que é o seu lar e um entendimento mais profundo de si mesmo. O que Cohn entrega é uma conversa íntima e pungente com Brown e um documentário de rock inteiramente interessante, incluindo imagens explosivas do concerto.

Aos interessados, o documentário já está disponível no Apple Music.

Jennifer Aniston e Reese Witherspoon

A segunda notícia do dia é o anúncio da segunda grande série do Apple Music — e quando eu digo grande, estou querendo dizer realmente grande, no sentido de uma produção com orçamento gigantesco, estrelas de Hollywood e condição de competir com as séries originais da Netflix e da Amazon (e até mesmo produtoras tradicionais como HBO e Showtime) nos grandes prêmios da televisão, como o Emmy.

De acordo com o Hollywood Reporter, após uma batalha de lances a Apple saiu vencedora num leilão pelos direitos de uma série estrelando Jennifer Aniston, estrela de Friends, e a vencedora do Oscar Reese Witherspoon. As atrizes também coproduzirão o projeto junto ao estúdio Media Res, que formará uma parceria com a Apple. Duas temporadas de dez episódios cada já estão confirmadas.

Jennifer Aniston e Reese Witherspoon

A série, inspirada num conceito de Michael Ellenberg e baseada num livro de Brian Stelter, girará em torno de um grupo de personagens envolvidos na produção de um jornalístico matinal de grande audiência nos Estados Unidos — ou seja, talvez possamos esperar algo nos moldes de The Newsroom. Ou não: ainda não há qualquer roteiro escrito para a série e, portanto, nem temos como afirmar se a Apple — sempre tão comprometida com a moral e os bons-costumes — permitirá que um conteúdo produzido por ela traga assuntos e cenas, digamos, mais pesados.

Ainda não sabemos, também, qual a data de estreia da série — considerando os estágios iniciais da produção, entretanto, é possível afirmar que podemos esperar sentados. Resta saber se será esse show ou o recém-anunciado reboot de “Histórias Maravilhosas” que ganhará a corrida para tornar-se a primeira “grande” série da Maçã.

Drake?

A terceira notícia é a mais indefinida e, sob uma série de aspectos, a mais estranha. A Apple está dando a carta branca para um produtor fazer, basicamente, o que ele quiser em termos de criação de conteúdo original para o Apple Music. Quem é este produtor? Ninguém menos que Drake, senhoras e senhores.

Drake

A informação saiu de uma reportagem do Hollywood Reporter, que detalha a transição do rapper para o mundo do entretenimento em vídeo — de acordo com o próprio, a ideia não é abandonar a música, mas tirar um período sabático para focar-se em outras coisas; entre elas, projetos de filmes e séries para a Netflix e para a Apple.

Aparentemente, a Maçã — que já é muy amiga do canadense que cometeu “Hotline Bling” — deu realmente carta branca para Drake fazer o que bem entender. Destaco o trecho abaixo da reportagem original:

O maior indicativo da incursão de Drake em Hollywood são as suas parcerias: Steve Golin, diretor da Anonymous Countent (uma das mais quentes produtoras de Hollywood hoje, responsável pelo filme Spotlight e pela série Mr. Robot), para uma série de TV; o estúdio de cinema A24 e, talvez mais importante, a Apple, que deu a ele autorização para produzir o que bem entender — ao menos de acordo com Jimmy Iovine — em consonância com a intenção da empresa de balançar o mundo dos conteúdos originais.

Além de Drake, a reportagem cita também o rapper Future — amigo do músico canadense — como outra figura que também pode produzir conteúdo original para a Apple num futuro próximo. Será que são as figuras certas para participar do plano de dominação mundial da Maçã? Isso, só o tempo dirá.

via iClarified, TechCrunch, Cult of Mac

Posts relacionados

Comentários