Após negar saída, Jimmy Iovine poderá assumir cargo mais afastado no Apple Music

Jimmy Iovine, chefão do Apple Music

As recentes notícias envolvendo Jimmy Iovine e sua ligação com o Apple Music já estão ganhando ares de novela.

Tudo começou no início do ano, quando duas reportagens indicaram a saída próxima do produtor musical, um dos chefões da plataforma de streaming junto a Eddy Cue e Dr. Dre; em seguida, o próprio Iovine veio a público para dizer que não tinha nenhum plano de deixar o Apple Music e classificar as reportagens anteriores como “fake news”. Agora, parece que temos mais um desdobramento na história.

De acordo com o Wall Street Journal1, que cita fontes próximas do assunto, Iovine não vai exatamente deixar o Apple Music, mas planeja para muito breve uma saída do seu cargo de chefia para assumir um papel muito mais afastado, de conselheiro. A transição já estaria, inclusive, marcada para agosto próximo — período em que o executivo poderá retirar um pacote de ações a que tem direito.

São várias, as razões que estariam levando o produtor a tomar essa decisão. Além de querer passar mais tempo com a família, Iovine teria sofrido para adaptar-se à cultura “cada vez mais corporativa” da Apple, segundo palavras das fontes ouvidas pela reportagem; aparentemente, ele sentia-se muito mais confortável no ambiente menor e mais rebelde da Beats antes da aquisição por parte da Maçã.

Aliás, essa é uma questão que parece ter atingido vários dos principais nomes trazidos pela Apple na aquisição da fabricante de headphones. Segundo o WSJ, de lá pra cá, caras importantes como o músico Trent Reznor (do Nine Inch Nails), o ex-CEO Ian Rogers e o próprio Dr. Dre afastaram-se da Apple total ou parcialmente pela falta de familiaridade com o estilo da empresa.

No caso de Iovine, a mudança tornará o produtor uma figura menos frequente em Cupertino e nas keynotes da Maçã, mas ainda assim razoavelmente atuante no desenvolvimento do Apple Music por meio de conselhos e supervisões à distância — na prática, entretanto, a ideia seria construir uma saída progressiva, mais suave à imagem da empresa que um pedido de demissão abrupto.

O Apple Music, por sua vez, não terá muitas mudanças no seu comando: de acordo com a matéria, na realidade do dia-a-dia o serviço é comandado pelos executivos-sênior Robert Kondrk (oficialmente, responsável pela supervisão do Apple Music e do iTunes) e Jeff Robbin (supervisor das equipes de produtos e engenharia). Eles dois, claro, continuam onde estão.

via 9to5Mac

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