iPhone afeta diretamente o crescimento econômico global, diz o FMI

Nos últimos anos, acompanhamos o iPhone crescendo a níveis inimagináveis e levando a Apple a se tornar a empresa mais valiosa do planeta. Ele hoje é tão importante para ela que já virou um motivo de preocupação para a empresa, afinal, ela sabe que nada é eterno. Por isso mesmo, a Apple tem investido pesado em outras linhas de produtos e, principalmente, em serviços.

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Mas não é só para a Apple que o iPhone se tornou importantíssimo. Ele é hoje, também, determinante para o crescimento econômico global — e quem diz isso é nada mais nada menos que o Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu último relatório World Economic Outlook.

O FMI relembra o crescimento estratosférico do iPhone: no primeiro trimestre de 2012, já alguns anos após a sua chegada ao mercado, foram vendidas 35,1 milhões de unidades. No quarto trimestre de 2016, esse número explodiu para 78,3 milhões.

O novo ciclo tecnológico é visto como sendo capturado por fatores não-sazonais. Ele depende criticamente das datas de lançamento de iPhones, visto que os modelos flagship da Apple empurram a demanda global. De fato, iPhones encabeçaram as vendas no quarto trimestre de 2017, superando telefones da Samsung.

Ainda segundo o FMI, vendas e produção de smartphones representaram US$3,6 trilhões (4,5%) de toda a economia global em 2017. Essa indústria compreende hoje 5,7% das exportações chinesas, mas a coisa é ainda mais impressionante quando olhamos para a Irlanda, onde a Apple concentra boa parte da sua propriedade intelectual: exportações de iPhones representam hoje, para o país, um quarto(!) de todo o seu crescimento econômico.

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E não é só nesses dois países, não. Na Coreia do Sul, estima-se que a cadeia de produção de smartphones contribuiu com um terço do crescimento do seu PIB (Produto Interno Bruto) em 2017. Já em Taiwan, essa contribuição pula para 40%.

Mesmo assim, o FMI observa que a demanda global por smartphones parece ter se estabilizado. No ano passado, foram vendidas 1,5 bilhão de unidades — pela primeira vez na história, uma redução em relação ao ano anterior. Hoje, uma em cada cinco pessoas no planeta já tem um smartphone.

via Computerworld

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