Tem o braço tatuado e não consegue usar o Apple Watch? Resolva esse problema com um simples adesivo!

Nós já comentamos aqui no site como o Apple Watch não se dá bem com braços muito tatuados. Na época do lançamento do relógio, falamos que os sensores do relógio (que emitem luzes verde e infravermelha) tinham dificuldade de funcionar em pulsos com tinta escura na pele por um motivo admissível.

O sensor de frequência cardíaca do Apple Watch usa o que é conhecido como fotopletismografia. Essa tecnologia é baseada em um fato muito simples: o sangue é vermelho, pois reflete luz vermelha e absorve luz verde. O Apple Watch usa LEDs verdes associados a fotodiodos sensíveis à luz para detectar a quantidade de sangue que flui pelo pulso a qualquer momento. Quando o coração bate, o fluxo de sangue no pulso (e, portanto, a absorção de luz verde) é maior. Entre batimentos, o fluxo é menor. Ao piscar os LEDs centenas de vezes por segundo, o Apple Watch pode calcular o número de vezes que o coração bate a cada minuto, ou seja, sua frequência cardíaca.

Batimentos cardíacos

É fácil entender, então, como um pulso totalmente coberto por tinta escura interfere nesse processo. Antes fosse um problema relacionado apenas ao monitoramento cardíaco, porém. Esses mesmos sensores do Apple Watch são usados para “reconhecer” que o aparelho de fato está no seu pulso e que pode, então, ficar desbloqueado para ser usado como você bem entender (inclusive para fazer pagamentos com o Apple Pay). Como a tatuagem interfere nisso, ao virar o pulso para visualizar as informações na tela o relógio sempre se bloqueia automaticamente. Ou seja, é basicamente impossível usá-lo!

Vale notar que não é qualquer tatuagem. Muita gente tem e utiliza o Apple Watch sem nenhum problema. Os sensores só não funcionam bem quando o braço (na região do pulso, onde o relógio fica) é basicamente todo coberto por tinta escura. Esse problema persiste até hoje, pois os sensores do relógio continuam basicamente iguais.

Já que a Apple não conseguiu resolver isso mexendo nos sensores em si, alguém descobriu um jeito de fazer a coisa funcionar. Eu já adianto que não é uma solução maravilhosa e perfeita — está muito mais para uma gambiarra do que qualquer outra coisa. Mas, sem dúvida, é muito melhor do que simplesmente não conseguir usar o relógio.

Quem nos deu a dica foi o leitor Ariel Marques, que viu uma publicação no Reddit sobre o assunto. Estamos falando de um simples — porém para lá de específico — adesivo de tampa de garrafa feito de epóxi que, ao ser colado na parte traseira do Apple Watch (bem em cima de onde ficam os sensores), *resolve*. Não me pergunte qual é a mágica (será que ele funciona como uma lente de aumento?), mas o relato do usuário Thedapperpappy no Reddit e o vídeo abaixo, de Jay Idle, não deixam dúvidas de que a gambiarra funciona!

E funciona bem, viu! Idle mostrou que além de o relógio agora reconhecer que está num pulso (mesmo coberto por tatuagens) e poder ser usado da forma que sempre deveria, o Apple Watch consegue fazer o monitoramento cardíaco e ainda pode ser recarregado sem problema nenhum no cabo magnético que o acompanha. Idle ainda colocou o relógio com adesivo ao lado de outro sem para ver se existia alguma diferença no monitoramento cardíaco numa pessoa sem tatuagens. Spoilers: funciona normalmente.

A parte ruim é que, além de alguns usuários poderem sentir um certo incomodo com esse adesivo ali no local dos sensores, o suor e/ou a água da torneira/chuveiro invariavelmente vão acabando com a cola do adesivo. Então, em algum momento, você terá que trocar o adesivo “velho” por um novo.

Ainda assim, a notícia é muito boa para quem sempre quis ter/usar um Apple Watch e nunca conseguiu por conta dessa limitação. Aos interessados, o tal adesivo é facilmente encontrado em lojas online como Amazon (EUA) e Mercado Livre.

Fica aqui o pedido para a Apple estudar essa solução, entender como ela funciona e ver como implementar isso na próxima geração do relógio.

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