Mais de 360 funcionários da Apple participaram da Display Week 2018

A Display Week 2018, ponto de encontro anual de representantes da indústria de telas, está acontecendo neste momento (entre os dias 20 e 25 de maio) no Centro de Convenções de Los Angeles. Por razões óbvias, é normal ver empresas como Apple, Amazon, Google e Facebook participando dela — muitos produtos delas precisam de telas (smartphones, smartwatches, notebooks, óculos de realidade aumentada, alguns modelos de alto-falantes, etc.). Mas, neste ano, algo chamou atenção.

Segundo a organização da feira, a Apple registou nada mais nada menos do que 369 funcionários no evento, um número bem maior que o de participantes no ano passado, quando “apenas” 280 empregados da Maçã passaram por lá. Todavia, o que mais impressiona mesmo é comparar os números da Apple com os de concorrentes.

Amazon, Google e Oculus (empresa do Facebook) enviaram respectivamente 25, 40 e 23 pessoas para a Display Week 2018; em 2017, esses números foram de 41, 35 e 15.

A Apple ter mais interesse em telas do que a concorrência nem é algo que impressiona, afinal, grande parte da fortuna que a Maçã ganha é proveniente da sua linha de smartphones — e é preciso sempre manter o nível da tela do aparelho lá no alto, a fim de continuar inovando. Ainda assim, ver que a Apple envia 9,2x mais pessoas do que o Google para uma feira dessas não deixa de ser algo chocante.

É difícil olhar em volta sem ver crachás de participantes com o nome Apple escrito neles. A Apple está claramente fazendo uma declaração. A Apple está tentando mostrar à indústria de displays que é um desenvolvedora de telas de primeira linha, além de ser uma compradora.

Dr. Ray Soneira, especialista em telas que administra a DisplayMate Technologies e que também participou da feira.

Executivos da Apple não só participaram como visitantes, mas também lideraram 18 palestras na conferência deste ano — em 2017, tinham sido 11. Ainda assim, é claro, absolutamente nada sobre planos ou futuros dispositivos da empresa foram mencionados. Wei Chen, vice-presidente de tecnologias de tela da Apple, participou da conferência como vem fazendo há vários anos, reunindo-se e jantando com executivos da indústria.

Segundo a Bloomberg, dezenas de fornecedoras exibiram suas últimas criações na feira. A Japan Display, por exemplo, tinha monitores de alta resolução para headsets de realidade virtual (que, segundo a Bloomberg, interessou bastante os empregados da Maçã); já a LG Display discutiu a criação de telas sensíveis ao toque para carros; a Samsung apresentou telas que funcionam de maneira mais confiável quando molhadas (mais uma área de interesse da Apple, segundo puderam notar na feira); enquanto outras empresas apresentaram displays que podem ser enrolados, como um pedaço de papel.

Embora muitas dessas tecnologias sejam realmente inovadoras, elas ainda estão muito distantes da realidade já que é preciso que uma grande empresa (como Apple, Amazon, Google ou Facebook) adote algo assim em sua linha de produtos para que tudo se prolifere. Para Sri Peruvemba, responsável pelo marketing da feira, a maioria das tecnologias que são demonstradas lá precisam de mais dois ou três anos até de fato chegarem ao mercado.

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