Membrana de silicone nos novos MacBooks Pro ameniza (mas não sana) o problema do teclado

Depois de alguns dias de silêncio, a Apple finalmente “confirmou” hoje que a membrana de silicone presente no teclado dos novos MacBooks Pro é uma medida de proteção para evitar falhas como as que acometeram várias unidades das gerações anteriores — e não só uma forma de tornar os teclados mais (mais?) silenciosos, como a empresa anunciou no lançamento dos novos modelos.

Mas será que essa adição protege efetivamente os teclados e os blinda de dores de cabeça futuras aos seus usuários? Essa foi a pergunta que o iFixit tentou responder com uma análise detalhada da nova membrana e do teclado em si.

iFixit testa o teclado e a membrana de silicone do novo MacBook Pro

Os bravos desmontadores iniciaram o teste com um aditivo brilhante de tinta em pó, aplicando pequenas quantidades de “poeira” na parte interna dos teclados. Rapidamente, os minúsculos fragmentos depositaram-se nas bordas das cavidades, ficando longe do mecanismo “borboleta” e, portanto, protegendo as teclas. Apesar de a membrana ter buracos, eles são “tapados” pela tecla de plástico em si, impedindo que fragmentos invadam o centro do mecanismo em quase todas as situações.

Sim, quase todas: o iFixit determinou que se a quantidade de poeira ou fragmentos for muito grande e se o usuário fizer uso intenso do teclado (tanto em termos de ritmo como na força aplicada na digitação), é possível que as partículas ainda consigam penetrar o mecanismo borboleta, potencialmente causando os problemas vistos ao longo do último ano. Ou seja… a proteção ajuda bastante, mas não blinda completamente os usuários.

A segunda parte do teste envolveu areia — e aí, as partículas maiores e mais duras foram fatais mesmo para o novo teclado: mesmo com uma quantidade não muito grande, as teclas afetadas simplesmente pararam de funcionar. Portanto, nada de levar seu novo computador de (no mínimo!) R$12 mil para a praia, hein?

Aproveitando o embalo, o iFixit também desmontou o teclado camada por camada para descobrir como se apresenta a membrana de silicone. O processo é árduo, envolvendo retirar de todos os componentes internos do MacBook Pro por baixo, descolar um enorme adesivo de proteção, vários parafusos e mais de 12 rebites — o que explica a necessidade da empresa em basicamente trocar a parte de baixo inteira do computador para fazer um simples reparo no teclado (para que fique claro: explica, mas não deixa de ser horrível).

iFixit testa o teclado e a membrana de silicone do novo MacBook Pro

A membrana de silicone, no fim das contas, é uma peça única moldada e cortada — ou seja, ao menos esse componente pode ser trocado facilmente… depois que você desmontar todo o resto do computador e tirar suas teclas, isso é.

Falando em teclas, aliás, o iFixit detectou também que as peças de plástico são um pouco mais finas que as da geração anterior (1,25mm contra 1,5mm), certamente para compensar a presença da proteção de silicone e garantir uma distância de clique similar à das gerações anteriores. A parte positiva é que, com isso, é possível remover as teclas com um pouco mais de facilidade, agora; por outro lado, elas são ligeiramente mais frágeis. Portanto, nada de digitar no seu novo computador de (no mínimo!) R$12 mil como um ogro, hein?

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