Novos MacBooks Pro em teoria poderiam suportar monitores 8K, mas isso ainda não é possível

Nesta semana a iFixit desmontou os novos MacBooks Pro e, entre as poucas novidades, foi constatado que as portas Thunderbolt 3 de ambos os modelos de 13 e 15 polegadas são equipadas com a nova geração de chipset da Intel, denominada “Titan Ridge”, que foi anunciada no início do ano.

Basicamente, os chips da família Titan Ridge para conexões Thunderbolt 3 trazem, além da compatibilidade com o formato USB-C, suporte à interface DisplayPort 1.4, que por sua vez permite conectar o notebook a um monitor externo 8K(!) e exibir imagens a uma taxa de 60Hz (com compressão de imagens).

A série dessa família de chipset que equipa os novos MacBooks Pro é a JHL7540, que de acordo com a Intel e como supracitado, oferece suporte à DisplayPort 1.4. No entanto, além de obter uma porta Thunderbolt 3 compatível, o suporte a essa interface também depende da placa gráfica instalada, que varia de acordo com o MacBook Pro e deixa o modelo de 13 polegadas fora dessa jogada — veja a seguir o porquê.

Conforme divulgado pelo MacRumors, o novo MacBook Pro de 13 polegadas com Touch Bar suporta o padrão High-Bit Rate 2 (HBR2), o qual corresponde à versão 1.2 da DisplayPort — que permite conectar o dispositivo a um monitor externo 4K e exibir imagens a 60Hz —, devido a uma limitação da GPU integrada Intel Iris Plus 655.

Por outro lado, o modelo de 15 polegadas com Touch Bar suporta o novo protocolo High-Bit Rate 3 (HBR3), o padrão de sinal tanto da DisplayPort 1.3 quanto da 1.4. Com isso, a Apple afirma que os gráficos AMD Radeon Pro dedicados permitem conectar ao notebook até dois monitores 5K com uma taxa de 60Hz.

Logo, o novo MacBook Pro de 15 polegadas teoricamente suporta a interface 1.4 da DisplayPort, mas ainda não consegue controlar um display 8K, ao contrário do que o prometido pelo novo chipset da Intel. Pode ser que isso seja habilitado por uma futura atualização de software, mas nada é certo neste momento.

Esse não é o único indício de que, mesmo trabalhando juntas, Intel e Apple não pensaram a melhor maneira para equipar novos componentes. Ainda nesta semana, surgiu uma polêmica em torno do superaquecimento do modelo de 15 polegadas equipado com a nova geração Core i9 de processadores da mesma fabricante, e ainda não se sabe de quem é a culpa por aquilo.

Ainda relacionado com conexões Thunderbolt, ontem comentamos também que a Apple confirmou que todas as portas Thunderbolt 3 do novo MacBook Pro de 13 polegadas são iguais e oferecem uma velocidade de transmissão que pode chegar a 40Gbps, diferentemente dos modelos anteriores em que apenas as portas da esquerda atingiam tal banda.

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Comentários

8 comments

  1. Realmente é um bagulho meio louco uma empresa desse porte lançar um produto que não oferece o melhor desempenho, devido a um erro grotesco de temperatura.

    O que a intel tem feito nesses anos todos enquanto a AMD estava dormindo, foi apenas aumentar a temperatura dos seus processadores.

  2. O que eu não consigo entender é o seguinte: a Apple lança um produto novo e com menos de 1 semana o pessoal já consegue descobrir, sem dificuldade alguma, um problema de aquecimento que reduz o processamento do MacBook com i9. Será que antes de lançar eles não testam pra descobrir esses problemas? Cara, não dá pra entender isso.

  3. Depois de 20 segundos a resolução cai para HD devido ao superaquecimento, se colocar no freezer pode ser que rode 4k kkkkk

  4. Não duvido alguém começar a vender um adaptador pra resfriar o MacBook Pro. Tipo uma placa que vc acopla em baixo e liga na tomada pra resfriar. Tem gente pra vendar casa coisa, não duvido de mais nada.

  5. A culpa pela performance limitada por temperatura nas CPUs dos novos Macbooks Pro é só da Apple. As CPUs da Intel tem datasheets completos que incluem também as exigências térmicas dos chips. Se a Apple não segue a norma, de quem é a culpa?

    E outra, thermal throttling na CPU dos Macbooks Pro não é novidade e acontece desde que a Apple lançou os aparelhos com tela Retina. Nos primeiros modelos (2012 a 2015) era menos perceptível e a partir dos 2016, ainda mais finos, ficou bem pior. O Core i9 só demonstrou isso na escala do ridículo.
    Atualmente estou com um Retina 15″ 2015 configurado no máximo e o TurboBoost de 4 GHz do i7-4980HQ é só no papel. Na prática, com a CPU em plena carga, ventiladores no máximo, fica girando entre 3,3 e 3,5 GHz em dias frios. Nos dias quentes, não passa de 3,2 GHz.

    Agora, uma verdade tem que ser dita: ainda assim performa melhor que muita máquina de outros fabricantes com a mesma CPU.

  6. Solução térmica é responsabilidade do fabricante do chassi.
    A Intel tem obrigação de fornecer as especificações técnicas do processador e não sua solução de resfriamento. Existem outros notebooks com o mesmo i9 que conseguem segurar o processador a 4.9GHz.
    A Intel não tem nada a ver com o thermal throttling dos MacBooks.

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