Apple Watch tem crescimento nas vendas em relação a 2017, mas perde fatia de mercado

No geral, o Apple Watch tem ido bem, obrigado — é só ver que a Apple parece ter encontrado a razão de ser do reloginho como uma central de saúde colada ao corpo do usuário e os consumidores, por sua vez, estão respondendo positivamente a essa nova imagem mais “discreta” do acessório. Basta ver esse relatório mais recente da Canalys para ter noção disso.

A firma de análise estima (e são de fato estimativas, já que a Maçã não divulga os números oficiais de vendas do Watch) que foram despachadas 3,5 milhões de unidades do reloginho no segundo trimestre de 2018, o que representa um salto de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, o segmento — incluindo todos os tipos de vestíveis de pulso, como fitness bands e afins — teve o segundo melhor trimestre da sua história, com 10 milhões de unidades despachadas; o número só ficou abaixo dos quase 14 milhões de dispositivos vendidos no último trimestre do ano passado.

Vendas do Apple Watch no segundo trimestre de 2018, Canalys

A Canalys afirmou que o salto de vendas da Apple se dá principalmente pela maior presença da empresa em mercados asiáticos e pela popularidade do modelo LTE do Apple Watch por lá. Na Ásia como um todo (excluindo-se a China), 60% das 250 mil unidades vendidas do Apple Watch eram modelos com conectividade celular, um número acima da média mundial.

Apesar das boas notícias, é bom notar que competidoras da Maçã no segmento, como Fitbit e Garmin, tiveram altas de vendas ainda maiores — por conta disso, a fatia de mercado da Apple diminuiu entre os vestíveis de pulso, de 43% no primeiro trimestre para 34% no período mais recente. A Canalys afirmou que a concorrência está ficando muito boa:

A Apple encara uma ameaça cada vez maior dos consumidores, que começaram a ultrapassar a marca de 1 milhão de vendas por trimestre. Os vendedores estão tentando diferenciar seus produtos com métricas avançadas de medição cardíaca ou treinamentos e monitoramento inteligentes, e os consumidores agora têm uma gama muito maior de smartwatches para escolher em relação ao ano passado. Contando com a possível concorrência da Samsung e do Google, que podem lançar relógios Galaxy e Pixel, a Apple precisa descobrir como estimular atualizações [novas vendas para usuários já existentes] em mercados como os EUA, onde sua penetração na base de usuários de iPhones começou a se estabilizar.

Resta, agora, esperarmos por duas coisas: a primeira é a conferência de resultados financeiros da Apple, que será realizada na próxima semana e pode jogar mais alguma luz na situação atual do Watch. A segunda, naturalmente, é a aguardada atualização nos reloginhos, que deve chegar ainda esse ano e poderá contar com telas maiores e bordas mais discretas. Será que o jogo vai ficar mais favorável para Cupertino?

via 9to5Mac

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