Apple trabalha com operadoras chinesas para diminuir o spam no iMessage

Enquanto o Facebook está enfrentando problemas com a disseminação de fake news através do WhatsApp em diversos países, a Apple está lidando com os contratempos do seu próprio mensageiro na China, onde a companhia tem sido alvo da mídia estatal por supostamente permitir a disseminação de conteúdo ilegal no iMessage, de acordo com a Reuters.

Na China, bem como em outros países asiáticos, proprietários de iPhones são alvos constantes de spam no iMessage, muitos dos quais dizem promover sites de apostas ilegais e pornografia. Para diminuir esse índice de mensagens proibidas, uma porta-voz da Maçã contou à agência de notícias que a empresa está trabalhando em novas tecnologias que permitem identificar e bloquear contas fraudulentas.

Atualmente estamos trabalhando em maneiras adicionais de reduzir [o spam] ainda mais, incluindo modelos mais avançados de aprendizado de máquina para identificá-las e mais ferramentas para bloquear contas fraudulentas.

Além disso, a Apple também entrou em contato com operadoras chinesas para analisar quais medidas adicionais podem ser tomadas para reduzir esse problema. Da maneira como acontece hoje, as empresas de telecomunicações no país são capazes de filtrar apenas mensagens de spam enviadas por SMS1, bloqueando-as por palavras-chave. Entretanto, essa abordagem não é possível com o iMessage, já que as conversas são criptografadas de ponta a ponta.

A decisão da Apple de trabalhar com as operadoras chinesas para a redução do spam é também uma medida para proteger sua política de privacidade no país, onde o governo foi acusado de vigiar seus cidadãos. No mês passado, os dados dos usuários do iCloud — que já haviam sido transferidos dos servidores da Apple para a estatal chinesa Guizhou-Cloud Big Data Industry (GCBD) — foram migrados novamente para a Tianyi, uma subsidiária da China Telecom (operadora estatal do país).

A Apple não confirmou os detalhes exatos das medidas supracitadas ou quando elas poderão ser implantadas. Além da China, a Maçã também está tentando solucionar problemas com as agências de regulamentação na Índia acerca do desenvolvimento de um aplicativo antispam para iPhone que levantou preocupações sobre a privacidade do usuário, já que o app teria amplo acesso ao registro de chamadas e mensagens de texto dos clientes.

via MacRumors

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