Conceito reimagina Siri menos intrusiva e colaborando com a multitarefa no iPhone

É bem verdade que, se analisarmos a situação atual da Siri, sua interface é o menor dos seus problemas — a real questão que impede a assistente de ser considerada uma parte fundamental do iOS é simplesmente a (pouca) quantidade de cenários em que ela é realmente útil.

Pois o designer Kévin Eugène tentou matar os dois problemas ao mesmo tempo com esse mais recente conceito — publicado no UX Design —, o qual propõe uma renovação significativa da assistente.

Conceito para a Siri

A principal ideia de Eugène é transformar a Siri numa presença menos intrusiva no iOS: em vez de ocupar a tela inteira a cada momento que é evocada, ela surgiria em uma janelinha similar a uma notificação, no topo da tela, comportando-se da mesma forma que sempre fez. A interface “completa” da assistente só surgiria se você a chamasse na tela de bloqueio ou na tela inicial.

Com a mudança, o designer imagina uma série de casos nos quais a Siri passaria a oferecer o que ele chama de “ajuda paralela” — ou seja, levando em contexto o que está aparecendo na tela e interagindo com esses elementos. Seria possível, por exemplo, pedir para a Siri lhe mostrar as suas fotos tiradas no Japão enquanto você conversa com alguém no iMessage e, rapidamente, selecionar as imagens que quer enviar a pessoa, seja tocando em múltiplas opções ou simplesmente arrastando a foto desejada para a conversa (sim, o gesto de arrastar/soltar no iPhone também pode ser útil!).

Caso a “janelinha” da Siri ficasse inativa por algum tempo, ela se minimizaria em uma pequena barra (semelhante à barra de multitarefa na parte inferior do iPhone X, só que menor) e lá ficaria até ser definitivamente dispensada. A parte boa disso tudo é que a assistente “viaja” entre os apps ativos; se você alterna do iMessage para o Mail, por exemplo, pode recuperar a sua última pesquisa da Siri e selecionar várias fotos do Japão para enviar ao seu contato por email.

Conceito para a Siri

Em um cenário um tanto quanto mais assustador, a Siri estaria atenta ao contexto de tudo o que você está fazendo no iPhone/iPad para intervir nos momentos em que possa ser útil — por exemplo, se você está no iMessage combinando de sair para um restaurante japonês com um amigo mas não sabe qual, ela aparece automaticamente dando uma sugestão próxima. Outro exemplo: se ela percebe que você vai se atrasar para um compromisso marcado na agenda, aparece perguntando se você quer mandar uma mensagem para a pessoa com quem combinou; se você arrastar a janela para baixo para expandi-la, outras opções aparecerão.

Como uma das principais tônicas aqui é não interromper o que você está fazendo, essa nova Siri ainda abriria janelinhas de outros aplicativos em cima do ativo atualmente para que você realizasse ações rápidas. Seria possível dizer, por exemplo, “Eu quero escrever para Yannick” e uma janela popup do iMessage apareceria, permitindo que você digitasse uma mensagem rápida.

A “Siri-em-uma-janela” também permitira que você realizasse ações naquilo que está acontecendo na tela, como pedir para a assistente deixar o último parágrafo de um email em negrito, salvar uma imagem presente na tela ou mesmo descer o conteúdo um pouquinho — o que seria ótimo para situações em que você estivesse com as mãos ocupadas e principalmente para usuários com problemas de acessibilidade.

O conceito de Eugène toca ainda em outros pontos do iOS, apresentando mudanças nos Mapas do sistema e nas notificações (que adotariam o conceito de “Live Notifications” e mostrariam informações úteis persistentemente, como um itinerário ou um cronômetro).

O trabalho completo do designer merece ser visto porque, mesmo que a Apple não adote suas ideias da forma que elas foram apresentadas, elas apontam para uma direção interessante em relação a usabilidade. Concordam?

via MacRumors

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