Apple pensa em estratégias para recuperar vendas de iPhones na Índia

Ao longo dos anos, a Apple já definiu vários investimentos [1, 2, 3] em um dos maiores mercados consumidores do mundo, a Índia. A Maçã inclusive começou, em junho passado, a montar iPhones 6s/6s Plus no país para escapar dos assombrosos impostos locais e reduzir os custos dos aparelhos, mas, ao que tudo indica, essas medidas não têm surtido muito efeito.

Para recuperar a expressividade no país, a Apple está trabalhando em estratégias que incluem velhas e novas ações, como fechar mais acordos para construção de lojas varejistas — que devem estipular e cumprir com metas de vendas mais altas, conforme divulgado pela Bloomberg. Além disso, desde 2016 é esperado que a Maçã abra novas lojas oficiais, porém, agora a preocupação é que essas sejam responsáveis por, também, rever o relacionamento da empresa com varejistas independentes para aprimorar serviços e produtos voltados para o público indiano.

A situação fica ainda mais complicada para a Apple quando o assunto é serviços, uma vez que o fraco desempenho dos Mapas da companhia já foi considerado até mesmo como “uma piada”. Para melhorar a qualidade dos seus mapas não só na Índia, mas no mundo, a Apple anunciou que o app passará por uma completa reconstrução. Além dos mapas, a Siri também foi bastante criticada por não entender alguns sotaques locais ou mesmo não assimilar muitas palavras de origem indiana, comprometendo a experiência desses usuários com a assistente virtual da Maçã. O único serviço que foi de encontro com as estatísticas foi o Apple Music, recebido favoravelmente pelos consumidores do país.

De acordo com o gerente de uma grande empresa revendedora de smartphones na Índia, o orçamento médio dos seus consumidores é de 10.000 rúpias (cerca de US$150), e o iPhone mais barato no país, o modelo SE, custa quase o dobro desse valor. Em comparação, por US$100 os compradores podem adquirir o Redmi 5A da Xiaomi, que tecnicamente conta com uma bateria maior, uma câmera melhor e maior capacidade de armazenamento do que o iPhone SE.

Se essas medidas vão contribuir com o aumento das vendas no país, não há como ter certeza, porém é hora de a Maçã passar a tomá-las para tentar reverter sua atual situação no mercado indiano. Ainda de acordo com a Bloomberg, a Apple ocupa a 11º posição no ranking nacional de vendas de smartphones, após ter vendido cerca de 1 milhão de iPhones durante o primeiro semestre deste ano. Comparativamente, a rival Xiaomi vendeu mais de 19 milhões de smartphones durante esse período.

via Cult of Mac

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Comentários

7 comments

  1. Eu vejo a Apple tão preocupada com a China e Índia e isso me deixa morrendo de ciúmes porque ela nunca se importou da mesma forma com o Brasil, nem na época que teve fábrica aqui. No Brasil eles querem porque querem se posicionar como marca de luxo e preferem vender 1 aparelho superfaturado do que lucrar menos por aparelho e vender mais.

  2. Apple não se dando conta que nem todo mundo ta diposto a vender o rim pra pagar o preço premium pelos seus produtos, India pode ser um grande mercado mas o poder aquisitivo é muito baixo. Posicionar seus devices como produtos de luxo tem seus problemas.

  3. Por isso que os rumores que a Apple irá baixar os preços parecem estar corretos. Segundo o Ming Chi Kuo, o sucessor do X custará 899, o Plus 999 e o mais barato 699. No Brasil, chuto que será 5999, 6999 e 4999.

  4. “…escapar dos assombrosos impostos locais”
    Será que são ainda maiores que os nossos? :/

    “fraco desempenho dos Mapas e da Siri”

    O Google Maps existe no iphone desde a 1a versão, muito antes do Mapas ser criado. Então nao ter o mapas funcionando, sinceramente, nao faz falta pra ninguém. Ainda mais depois do advento do Waze. A Siri nao funciona bem em nenhum país de língua não inglesa – então também nao acho que seja esse o problema na Índia.

  5. “A Maçã inclusive começou, em junho passado, a montar iPhones 6s/6s Plus no país para escapar dos assombrosos impostos locais e reduzir os custos dos aparelhos (…)”
    Dá até uma tristeza ler isso…

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