Site da Apple é alvo de processo por não oferecer acessibilidade a deficientes visuais

A Apple gosta muito de se gabar por ser uma empresa totalmente focada na questão da acessibilidade, desde seus produtos e serviços até as suas instalações físicas. Até por isso, não deixa de ser surpreendente quando a empresa recebe um processo justamente por não oferecer a um grupo dotado de necessidades especiais acesso fácil a um dos pilares da sua experiência.

Um grupo de usuários da Maçã com deficiências visuais entrou com um processo contra a empresa acusando-a de não respeitar normas da ADA (Americans with Disabilities Act, lei americana com diretrizes de acessibilidade para cegos e deficientes visuais) no seu site.

A ação, liderada pela demandante Himelda Mendez (classificada como legalmente cega), afirma que as páginas oficiais da Apple têm “múltiplas barreiras de acesso” que impedem pessoas cegas de obter acesso igualitário a serviços e bens oferecidos ao público, como a possibilidade de navegar por e/ou comprar produtos ou procurar lojas físicas.

O World Wide Web Consortium (W3C), comunidade internacional responsável pela padronização da internet, desenvolve continuamente uma série de diretrizes para a criação de sites acessíveis, conhecidas como Web Content Accessibility Guidelines. A Apple, aparentemente, não adota algumas das orientações básicas indicadas pelo grupo, como a inclusão de descrições textuais em imagens e botões, além da simplificação dos métodos de navegação pelo seu site — o que dificulta significativamente o uso das páginas por parte dos usuários com deficiências visuais.

O processo pede que a Apple seja obrigada judicialmente a ter um consultor qualificado para mudar seu site de forma que ele cumpra com as diretrizes do W3C, além de treinar seus desenvolvedores web para que eles criem futuras páginas com a acessibilidade em mente logo de início; além disso, Mendez exige o pagamento de danos compensatórios a serem calculados pela corte. A Maçã, claro, não comentou o caso.

Outro processo

Continuando na seara dos processos, a Maçã também recebeu mais um recentemente — e por causa de um recurso para lá de improvável: o SOS de Emergência, que entra em contato com serviços de emergência com algumas ações simples no seu dispositivo, especificamente em sua versão do Apple Watch.

SOS de Emergência - Apple Watch

Uma empresa chamada Zomm moveu uma ação contra a Apple afirmando que tem uma patente registrada de algo descrito como um recurso que entra em contato com serviços de emergência com o apertar de um botão em um dispositivo remoto (como seria o Apple Watch).

Segundo os reclamantes, a Maçã entrou em contato com a empresa em 2010, após a apresentação do acessório Wireless Leash para iPhones, e ambas trabalharam em conjunto, sob um contrato de confidencialidade, para vender o dispositivo nas lojas da Apple. Em seguida, Cupertino teria roubado a tecnologia da Zomm para criar o recurso do Apple Watch, anos depois.

O processo foi movido no Distrito do Norte da Califórnia e ainda não há mais detalhes sobre o seu prosseguimento. A Apple também não se pronunciou sobre a história toda, mas ficaremos atentos em relação ao desenrolar dela.

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