Chip A12 poderá ser 20% mais rápido e consumir 40% menos energia

Há pouco, comentamos o apanhado de rumores acerca dos novos iPhones divulgado pela Bloomberg, entre os quais o sucessor do iPhone X — que deverá ser equipado pelo mais novo chip da Apple, o “A12”. Ainda que o nome comercial possa não ser apenas “A12” (considerando as nomenclaturas adotadas pela Maçã nos últimos anos, como A10 Fusion e A11 Bionic), a Macworld já fez suas apostas das possíveis características desse processador.

Em primeiro lugar, é esperado que o A12 — produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) — seja o primeiro chip da Apple a utilizar o processo de produção de 7 nanômetros1. Isso significa, com base no processo de 10nm pelo qual o A11 foi fabricado, que o chip de 7nm oferecerá uma densidade lógica 1,6x maior, velocidade até 20% maior e consumo de energia até 40% menor — conforme informado no guia de produção dos chips da TSMC de 7nm.

Desta forma, se a Apple (re)produzisse exatamente o mesmo chip A11 Bionic, porém pelo processo de 7nm, ele poderia ser 40% menor e reduzir na mesma quantidade o consumo de energia, além ser até 20% mais rápido. Contudo, como o A12 é um novo chip (e não só um A11 Bionic “encolhido”), podemos esperar por resultados até melhores do que esses — segundo a estimativa da Macworld, o A12 possuirá entre 5,5 e 6 bilhões de transistores contra 4,3 bilhões do A11 Bionic.

O site supõe também que o A12 continuará com os dois núcleos de alto desempenho (como o chip A11 Bionic, que opera a uma velocidade máxima de 2,39GHz), porém utilizará uma maior contagem de transistores para melhorar o desempenho e a eficiência. Nesse sentido, não se espera um salto muito grande na velocidade do clock do A12 — que, apesar de ser poderoso, provavelmente não contará com espaço suficiente para ultrapassar 2,5GHz (considerando um dispositivo do tamanho do iPhone X).

Pontuação do Geekbench para núcleo único (single-core)

Analisando os resultados do Geekbench para núcleo único dos iPhones, é possível notar que a melhoria em performance cresceu quase linearmente nas últimas quatro gerações de dispositivos, uma tendência que deverá se manter de acordo com as estimativas da Macworld. Ainda segundo eles, a pontuação do Geekbench para single-core de um iPhone equipado com o A12 deverá girar em torno de 5.000 pontos — cerca de 800 pontos a mais que o A11 Bionic.

Resultados do Geekbech 4 dos últimos iPhones

Pontuação do Geekbench para múltiplos núcleos (multi-core)

Conforme dissemos, a previsão da Macworld é de que o A12 contará com uma arquitetura semelhante à do chip A11 Bionic (2 núcleos maiores e 4 núcleos menores), porém com eficiência ainda maior. Com base na mesma análise feita para o teste de núcleo único, o site calculou que a pontuação para múltiplos núcleos do A12 será de 15.000 pontos, contra 10.174 da geração anterior — mas eles não esperam que isso realmente ocorra, a não ser que a Apple apresente um controlador de desempenho de terceira geração com o novo chip.

Portanto, entendendo que a Apple manterá o controlador de segunda geração (introduzido com o A11 Bionic) no seu novo chip, a Macworld espera uma melhora de 25% a 30% no desempenho multi-core do A12, o que nos dá uma pontuação do Geekbench na faixa de 13.000.

Resultados multi-core dos últimos iPhones

Desempenho gráfico e aprendizado de máquina

Com relação ao processador gráfico, é possível que nesse ponto a Apple faça uma pequena alteração na arquitetura do seu chip (em relação ao A11 Bionic) e adicione um quarto núcleo para melhorar, segundo as estimativas, em até 40% o desempenho gráfico do A12. Além disso, o novo processador poderá ter uma RAM mais rápida. Contudo, a menos que a Apple adicione mais canais de memória para aprimorar a bandwidth do chip, ele não proporcionará um gigantesco aumento no desempenho de jogos.

O A11 Bionic foi o primeiro chip da Apple a contar com um hardware dedicado para aprendizado de máquina, o chamado Neural Engine. No iPhone X, esse processador é capaz de realizar 600 bilhões de operações por segundo e, considerando o fanatismo da Maçã por aprendizado de máquina, é provável que ela invista mais pesado nesse tipo de hardware — seja para os iPhones deste ano ou não. Para a Macworld, seria surpreendente se o Neural Engine do A12 fosse capaz de pelo menos de 1 trilhão de operações por segundo, ou então 1,2 trilhão — o dobro do poder de aprendizado do seu antecessor.

Bateria

Por fim, mas não menos importante, está a bateria; considerando apenas a mudança do processo de fabricação de 10nm para 7nm, seria possível que o próximo flagship contasse com uma melhor duração da bateria. No entanto, como sabemos que o A12 será um chip mais poderoso ainda, parte dessa redução de 40% da energia pode ser utilizada para outra tarefa do dispositivo — como para o Neural Engine. Além disso, essa duração é resultado de uma série de fatores que podem variar até mesmo entre dispositivos, como eficiência da rede celular e Wi-Fi, display, armazenamento, etc.

A Macworld estimou que, apesar de o tempo da bateria durante o uso se manter o mesmo, o tempo de repouso do dispositivo será muito maior — e que uma bateria com tamanho ainda maior no suposto “iPhone X Plus” dará uma vantagem real sobre o sucessor do iPhone X, obviamente.

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Apesar dos vários rumores e das especulações sobre os próximos iPhones, a ansiedade é grande pelo anúncio dos novos gadgets e de suas características reais. Quais são as suas apostas?

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