Apple quer separar ainda mais o Watch do iPhone

O chefe de design da Apple, Jony Ive, conversou com o The Washington Post sobre o lançamento do Apple Watch Series 4, anunciado durante o evento especial especial da companhia na semana passada.

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Na entrevista, Ive afirmou que o novo relógio “representa uma mudança na compreensão e na adoção do produto” — se referindo ao novo sensor do gadget capaz de realizar um eletrocardiograma, e dos novos acelerômetro e giroscópio capazes de detectar quando um usuário sofreu uma queda.

O designer também não poupou exageros na hora de defender as novidades do dispositivo, destacando que “cada osso do meu corpo me diz que isso é muito significativo”.

Ainda de acordo com Ive, embora os modelos anteriores do Apple Watch fossem interpretados como um acessório para o iPhone, as pesquisas e o trabalho da Apple na área de saúde e de condicionamento físico estabeleceram esse dispositivo como uma linha de produto importante e distinta.

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Nesse sentido, ele contou que a gigante de Cupertino se concentra em separar o Apple Watch do iPhone no futuro, com foco no aumento da conectividade celular. Atualmente, o modelo GPS + Cellular do gadget vestível não requer o iPhone para algumas tarefas como ligações, mensagens e streaming de músicas do Apple Music — ainda que o iPhone em si precise estar ligado para que algumas coisas funcionem.

As pistas para o futuro [do Apple Watch] são quando você pode ter um alto grau de confiança de que você está pessoalmente conectado à internet — não seu telefone, você.

Ive admitiu ainda que se tornou “zeloso” com o Apple Watch, em parte graças às milhares de cartas enviadas à companhia nas quais as pessoas descreveram como o dispositivo salvou suas vidas. Essas histórias são cada vez mais comuns e até o CEO da Apple já comentou a fama de “salva-vidas” do relógio.

Para a revista Wallpaper*, Ive contou que o objetivo da companhia para o Apple Watch era desenvolvê-lo e evolui-lo “o mais dramaticamente possível”. A principal diferença visual do novo dispositivo com relação à geração anterior é a área de exibição até 35% maior, possível a partir da integração do chassi ao display e da erradicação da estrutura vazia ao redor da borda da tela — agora, o relógio tem versões de 40mm e 44mm, em vez de 38mm e 42mm.

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Quando você vê cada série de relógios isoladamente, não consegue compreender como são diferentes. Mas quando você olha para eles lado a lado, a mudança é extremamente dramática.

A entrevista completa de Ive está disponível no site do The Washington Post.

via MacRumors

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