Apple não planeja criar um cartão de crédito pois não quer ser regulada

Em agosto passado, acompanhamos a expansão do Apple Pay em terras tupiniquins para o Bradesco e o Banco do Brasil, que se somaram ao Banco Itaú na lista de instituições que já suportam o serviço de pagamentos da Maçã. Assim como no nosso país, esse recurso continua se expandindo gradualmente ao redor do mundo, conquistando ainda mais mercados.

Tal crescimento é, naturalmente, positivo para a Maçã, porém não significa que a gigante de Cupertino esteja tentando “atrapalhar a indústria de pagamentos”, segundo a chefe do Apple Pay, Jennifer Bailey. A executiva falou sobre a propagação e os planos da companhia para o Apple Pay durante a conferência Brainstorm Reinvent, da Fortune, que aconteceu nesta semana em Chicago (Estados Unidos).

Quando pensamos no Apple Pay, vemos que há muitos pagamentos por aí que nossos clientes já amam e confiam. Nós não nos sentamos e pensamos “Que indústria devemos acabar?” — pensamos em “Que grandes experiências para nossos clientes podemos desenvolver?”.

Lançado originalmente há quatro anos, o objetivo do Apple Pay continua o mesmo: introduzir uma solução atraente para o consumidor que funcione em conjunto com os métodos de pagamentos já estabelecidos. No entanto, surgiram alguns rumores de que a companhia estaria se reunindo com o banco Goldman Sachs para lançar um cartão de crédito próprio com algumas vantagens, como empréstimos para compras realizadas em Apple Stores.

Para a infelicidade dos consumidores, principalmente os americanos, Bailey afirmou que a Apple não pretende comercializar opções bancárias próprias, já que isso implicaria na regulamentação do serviço nos territórios onde fosse ofertado, e a Maçã “não quer ser regulada”.

Não obstante, a executiva contou que a Apple está procurando expandir seu serviço para além de pagamentos, por meio de outros recursos do app Wallet. Nesse sentido, Bailey confirmou que três universidades dos EUA (Universidade Duke, Universidade de Oklahoma e Universidade do Alabama) vão adotar o suporte ao documento de estudantes do iOS 12 para entrar em dormitórios, pagar lavanderia e realizar outras funções nos campi com o iPhone ou o Apple Watch.

A Apple está tentando, ainda, implementar o Apple Pay em restaurantes e postos de gasolinas dos EUA; todavia, apenas alguns restaurantes estão se atualizando para adotar o serviço. Segundo a Fortune, postos de gasolina têm mais dificuldade de aceitar esse método de pagamento em parte devido ao quão caro é para esses estabelecimentos atualizar as bombas de combustível.

Ainda segundo Bailey, é esperado que o Apple Pay chegue a 60% das lojas dos EUA até o final do ano. O app Wallet já está em 24 países, e donos de iPhones podem entrar no transporte público com esse aplicativo em cerca de 12 cidades ao redor mundo, incluindo Tóquio, Pequim, Xangai, Londres e Moscou.

Você pode conferir a entrevista completa da executiva da Apple no site da Fortune.

via 9to5Mac

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