Tela do iPhone XS faz menos mal para os olhos se comparada à do 7

Em 2017, durante o lançamento do iPhone X, a Apple apresentou seu primeiro smartphone com uma tela OLED1. Além de oferecer uma melhor qualidade de brilho e contraste, o display OLED é cientificamente mais saudável para os olhos — quando comparada às telas de LCD2. Pelo menos esse foi o resultado obtido pelos pesquisadores da Universidade Nacional de Tsing Hua (NTHU), em Taiwan, que estudaram os perigos da luz branca (mais azuladas) para os olhos, como divulgado pelo OLED-info.

Em 2015, os pesquisadores publicaram uma prévia desses estudos e pediram que o governo estabelecesse novas leis para reduzir a produção de telas com alta emissão de luzes brancas. Contudo, o problema não termina com a emissão dessas luzes.

Grande parte da população olha para telas quase todos os dias, para televisores, monitores ou smartphones. O importante não é substituir todos os displays por uma tecnologia mais benéfica, e sim medir as consequências de cada uma para quantificar a ameaça das luzes azuladas para os olhos — principalmente à noite, durante a produção do hormônio do sono, a melatonina.

Nesse sentido, o grupo de pesquisa da NTHU desenvolveu um método para medir e calcular esses efeitos sobre os olhos humanos. Basicamente, o teste mediu a velocidade do MPE3 para a inflamação da retina após ser exposta à luz branca.

Entre os iPhones, os testes revelaram que a MPE do iPhone XS Max foi 20% maior que a do iPhone 7, que possui uma tela LCD. Isso significa que, enquanto o iPhone 7 levou 288 segundos para afetar a retina, o iPhone XS Max demorou 346 segundos — permitindo aos usuários olharem o conteúdo por mais tempo sem ferir os olhos. Eles não especificaram, no entanto, se o recurso True Tone do iPhone XS Max estava ou não ativado durante os testes.

A tela do iPhone XS Max também não afetou o nível de sono do usuário tão mal quanto o iPhone 7. Dessa forma, os cientistas mediram o nível de supressão de melatonina do iPhone XS Max e do iPhone 7, que alçaram 20,1% e 24,6%, respectivamente (quanto maior o índice, menor é a produção do hormônio).

Como o iPhone XR ainda não chegou ao mercado, os pesquisadores não puderam analisar os índices da tela LCD desse dispositivo — chamada pela Apple de Liquid Retina. Veremos como será, na prática, a diferença entre a até então última geração de display LCD usada pela Apple (presente nos iPhones 8 e 8 Plus) e o novíssimo display do iPhone XR.

via Cult of Mac

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Comentários

7 comments

  1. Pode ver uma hora e o fotógrafo. Outra é isso e a tela. Aqui a pouco e a radiação.
    Pessoal precisamos ter bom senso. Abs

  2. O mal do OLED – Organic Light Emitting Diode é que por ele ser orgânico ele detora muito rapidamente, a vida útil do OLED mal passa de 4 anos e na metade disso ele já perdeu 50% da sua capacidade de brilho os conhecidos NITS, além de ter seríssimo problema com o Burn-in (retenção de imagem na tela) que é uma “tatoo permanente na tela de algo que repetiu muitas vezes em tela”, é reconhecidamente uma tecnologia beta ainda, em estado evolutivo, diferente do LCD que já esta bem pacificado inclusive com algumas melhorias como é o QLED (que é um LCD aprimorado)

  3. Isso me preocupa um pouco… Minha espécie era para estar andando por aí ao ar livre mas eu passo a maior parte do meu dia olhando pra uma tela, seja celular ou computador. Quero ver o que vai ser da nossa geração daqui uns 40 anos. Ou vamos emitir laser pelos olhos ou é melhor esse óculos da apple novo ter uma IA que passa as coordenadas pelo fone de ouvido de onde eu tenho que ir quando for andar.

  4. Configuro lá nos ajustes > acessibilidade a tela do iPhone X, pra ficar o mais azulada possível.
    Não gosto, nem acostumo com essas telas amareladas…

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