Da série “problemas que não sabíamos que existiam”, apresentamos como um vazamento de gás hélio dentro de um hospital próximo de Chicago (nos Estados Unidos) foi responsável por inativar vários iPhones de funcionários e pacientes.

Tudo aconteceu enquanto o especialista em sistemas Erik Wooldridge instalava uma nova máquina de ressonância magnética no Morris Hospital. Várias pessoas começaram a procurá-lo após diversos iPhones pararem de funcionar — além de também alguns Apple Watches.

Meu pensamento imediato foi de que a ressonância magnética deveria ter emitido algum tipo de pulso eletromagnético (PEM), caso em que teríamos um problema muito grande.

Se fosse um PEM, múltiplos outros dispositivos teriam parado de funcionar, não só os iPhones e Apple Watches. Para obter ajuda sobre o problema, Wooldridge recorreu ao fórum de discussões Reddit, onde descobriu que o acontecimento poderia estar relacionado ao hélio [líquido] contido na máquina de ressonância magnética para resfriar seus ímãs.

Após investigar com mais cautela, o especialista em sistemas constatou que havia ocorrido um vazamento de aproximadamente 120 litros de hélio [líquido]. Em contato com o ar, o hélio se expande 750 vezes; portanto, cerca de 90 mil litros de hélio [gasoso] foram dissipados dentro e fora do hospital. Isso acabou afetando os iPhones, mas por quê?

De acordo com a Apple, “expôr o iPhone a ambientes com altas concentrações de produtos químicos industriais, incluindo gases liquefeitos próximos à evaporação, como o hélio, pode danificar o iPhone ou prejudicar sua funcionalidade”. Esse efeito acomete os iPhones — e não dispositivos Android — graças ao SiT1532, o oscilador de sistema microeletromecânico (MEMS) da fabricante SiTime que basicamente move o clock da CPU dos iPhones e Apple Watches.

Após a exposição, a Apple recomenda não conectar o dispositivo a nenhum cabo e aguardar até que todo o gás saia do aparelho; ou seja, até então nenhum iPhone ou Watch parou de funcionar por conta disso. A iFixit reconstruiu a situação ao colocar um iPhone 8 dentro de um saco vedado com gás hélio; é claro que a concentração de gás no teste foi muito maior, porém o intuito foi justamente verificar a ação do gás sobre o gadget (confira o resultado no vídeo acima).

Curioso, não?

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