Parceiras da Apple na fabricação de iPhones registram aumento em receitas

Embora a maioria das pessoas esteja inclinada a pensar que as vendas dos novos iPhones estão abaixo do esperado (afinal, comentamos algumas decisões da Apple que contribuem para isso), surgiram algumas informações que apontam para o outro lado, levantando mais dúvidas sobre a expressividade da Maçã no mercado de smartphones neste fim de ano.

Dessa vez, duas das maiores fornecedoras da Apple, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) e a Foxconn, relataram um bom mês de vendas — com direito a recordes. Nesse sentido, é provável que o cenário de redução da produção dos novos iPhones tenha sofrido uma mudança nas últimas semanas — em parte, isso pode ter sido causado pela própria propaganda da Maçã, quem sabe.

Mais especificamente, a Foxconn registrou uma receita de US$19,5 bilhões — um recorde para o mês de novembro. Assim, se analisarmos os números de janeiro a novembro, a Foxconn teve um crescimento de 16%.

Com relação à fabricante de chips da Apple, a receita alcançou a cifra de US$3,2 bilhões, o que representa um crescimento de 5,6% ao ano. Apesar do crescimento anual, diferentemente da Foxconn, a TSMC registou uma queda no crescimento da receita com relação a outubro passado; ainda assim, ela afirmou ter atingido um “nível sólido de vendas e de receita”.

Não é exagerado dizer que esse fato possa representar uma mudança no consumo e nas vendas de novos dispositivos, já que a maioria dos iPhones é montada pela Foxconn e todos os SoCs1 da Apple (como os mais recentes A12 Bionic e A12X Bionic) são fabricados pela TSMC.

Nesse sentido, a Apple é responsável por quase metade da principal receita da Foxconn e cerca de um quinto da receita da TSMC. Portanto, caso os indícios de baixa na produção se provem verdadeiros, a queda na receita da Foxconn poderia ser maior que a da fabricante de chips, conforme divulgado pela Bloomberg.

Quanto à Maçã, é esperado que ela divulgue os seus próximos resultados fiscais em janeiro de 2019, quando todos os investidores estarão de olho na gigante para saber se as atuais desconfianças procedem ou não — ainda que a empresa tenha afirmado que não divulgará os números de dispositivos vendidos, os dados brutos nos darão uma indicação do caminho.

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