Procuradora-geral de Nova York abre investigação sobre o bug do FaceTime

Ontem, comentamos o primeiro processo contra a Apple envolvendo o bug do FaceTime, e quem acompanhou o caso se lembrará que dissemos que não tardaria até a Maçã enfrentar ainda mais problemas similares. Eis que aconteceu: agora a procuradora-geral do Estado de Nova York, Letitia James, abriu uma investigação sobre a falha do serviço e a “resposta lenta da Apple”.

URGENTE: Estamos lançando uma investigação sobre a falha da Apple em avisar os consumidores sobre a violação de privacidade do FaceTime e sua resposta lenta para resolver o problema.

Os nova-iorquinos não deveriam ter que escolher entre suas conversas privadas e seus direitos de privacidade.

Para a procuradora, essa violação é uma “séria ameaça à segurança e à privacidade de milhões de nova-iorquinos que confiavam na Apple” — algo que, na realidade, vai além da confiança dos cidadãos de Nova York.

James afirmou que será feita uma investigação completa sobre a resposta da Apple frente à situação e que irá avaliar “suas ações perante a lei”. Além disso, a divisão de proteção ao consumidor do Estado de Nova York disponibilizou uma linha direta para reclamações relacionadas ao bug do FaceTime.

A justificativa para a investigação contra a Apple, segundo a procuradora, é que a companhia “foi informada com antecedência nas redes sociais” sobre o problema (provavelmente em referência ao tweet da mãe de um jovem que descobriu a falha nove dias antes da grande repercussão).

Como dissemos, a Apple está planejando lançar uma atualização de software em algum momento até o fim desta semana para resolver o problema e, por conseguinte, reativar o recurso de ligações de grupo do FaceTime, desativado desde a madrugada de terça-feira passada. A Apple também não comentou oficialmente a investigação, ao menos por ora.

via TechCrunch

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