Táticas da Apple para aumentar vendas na China surtiram efeito temporário

No começo deste mês, comentamos como as vendas de iPhones na China subiram até 83% após a redução do preço do gadget no país. Contudo, essa tática, aliada à ampla divulgacão do seu programa de trade-in, não será suficiente para manter a Maçã contente com os resultados — pelo menos não por muito tempo.

De acordo com analistas da Rosenblatt Securities, além da curta duração, a projeção do aumento nas vendas proporcionaram pouco benefício para a Apple no mercado chinês (mesmo com o crescimento nas vendas durante os últimos dois meses), como divulgou o AppleInsider.

Mais precisamente, a firma observou que o mercado chinês de smartphones como um todo caiu cerca de 12,8% no primeiro mês do ano, com marcas estrangeiras (como a Apple e a Samsung) respondendo por uma queda de 50% no período! Para os analistas, somente a redução de preços não ajudará a impulsionar a demanda, que está estagnada devido à “falta de mudanças no design” dos dispositivos.

Nesse sentido, a Rosenblatt manteve sua estimativa de 38 a 39 milhões de dispositivos despachados durante o primeiro trimestre deste ano, mas previu que a desaceleração nas vendas poderá causar uma redução no volume de aparelhos comercializados nos três meses seguintes (quando as vendas deverão cair para 33 milhões de unidades).

Como os próprios analistas da Rosenblatt disseram, apenas uma grande mudança (positiva) poderá contribuir para o aumento definitivo nas vendas de iPhones na China (e não só lá, acredito). Caso contrário, se as novidades não surpreenderem e os preços não agradarem… bem, você já sabe.

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