Congressistas dos EUA cobram remoção de aplicativo saudita da App Store

Nas últimas semanas, a Apple e o Google se viram cercadas por ONGs1 e políticos que cobraram uma posição sobre o Absher, um app do governo da Arábia Saudita que, entre outros recursos, permite que homens rastreiem mulheres sauditas e as impeçam até mesmo de sair do país.

Agora, a pressão em cima dos CEOs2 da Apple e do Google (Tim Cook e Sundar Pichai) aumentou após 14 membros do congresso americano escreverem aos executivos exigindo que eles parem de hospedar o app nas suas respectivas lojas de aplicativos, como divulgou o Business Insider.

De acordo com os representantes, ao continuar disponibilizando o aplicativo, as empresas se tornam “cúmplices da opressão de mulheres da Arábia Saudita”. Na carta os congressistas afirmam, ainda, que as “inovações do século XXI não devem perpetuar a tirania do século XVI”.

Além dos crimes contra o movimento feminino e a liberdade das próprias mulheres sauditas, os políticos também destacaram outra função do app a qual permite que empresários gerenciem os trabalhadores migrantes que empregam. Para eles, o aplicativo “restringe o movimento dos trabalhadores migrantes da Arábia Saudita”.

Além de facilitar o dano aos direitos humanos das mulheres sauditas, o aplicativo permite que homens sauditas restrinjam os movimentos de trabalhadores migrantes que trabalham para eles. A Human Rights Watch documentou o abuso e a exploração de trabalhadores domésticos migrantes na Arábia Saudita, alguns dos quais resultam em trabalho forçado, tráfico ou condições semelhantes à escravidão. Com apenas alguns toques em um aplicativo oferecido nas lojas de aplicativos de suas empresas, um homem saudita pode exercer um controle quase total sobre a subsistência desses trabalhadores migrantes vulneráveis.

A carta pede que Apple e Google removam o app Absher de suas respectivas lojas de aplicativos até a próxima quinta-feira (28/2). Como comentamos, tanto a Maçã quanto o Google já se posicionaram, dizendo que analisariam se o aplicativo em questão viola as regras/diretrizes da App Store/do Google Play.

via 9to5Mac

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