Apple e Stanford divulgam resultado de pesquisa médica feita com Apple Watch [atualizado]

Em novembro de 2017, nós comentamos que a Apple lançou um aplicativo para o Watch a fim de realizar estudos cardíacos.

Apple Health Study

O app coletava dados sobre ritmos cardíacos irregulares — além de poder notificar os usuários com possível fibrilação atrial (atrial fibrillation, ou AFib). Caso a pessoa fosse notificada sobre alguma irregularidade nos seus batimentos, poderia receber uma consulta gratuita (por vídeo) em seu iPhone, realizada por um profissional médico do estudo — em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford.

Em agosto passado, a entrada de novos participantes foi fechada e, no fim de janeiro, tudo foi devidamente encerrado. Agora, a Apple e Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford divulgaram os resultados desse que foi o maior estudo do gênero, envolvendo mais de 400 mil participantes de todos os 50 estados americanos em um período de 8 meses.

“Estamos orgulhosos de trabalhar com a Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford enquanto eles conduzem esta importante pesquisa e esperamos aprender mais sobre o impacto do Apple Watch junto à comunidade médica”, disse Jeff Williams, COO1 da Apple. “Esperamos que os consumidores continuem a ganhar informações úteis e ativas ​​sobre a saúde do coração por meio do Apple Watch.”

As descobertas foram apresentadas na 68ª Sessão Científica e Exposição Anual da Universidade Americana de Cardiologia, e os resultados do estudo mostraram que 0,5% dos mais de 400.000 participantes receberam uma notificação de ritmo cardíaco irregular, ilustrando a capacidade do recurso de fornecer informações importantes sobre a saúde do usuário — sem sobrecarregar desnecessariamente a agenda do médico. Muitos participantes procuraram aconselhamento médico após a notificação de ritmo irregular, usando as informações para ter conversas mais significativas com seus médicos.

“Como médicos, estamos sempre tentando encontrar maneiras de oferecer aos pacientes informações de saúde que sejam significativas para eles, para atendimento individualizado”, disse Sumbul Desai, doutora e vice-presidente de saúde da Apple. “Ver a pesquisa médica refletir o que estamos ouvindo dos consumidores é positivo e estamos empolgados em ver o Apple Watch ajudando ainda mais consumidores no futuro, enquanto colaboramos com a comunidade médica para pesquisas adicionais.”

Aos interessados, a pesquisa completa foi publicada aqui pela Stanford.

Atualização 18/03/2019 às 16:30

Em uma entrevista para a Men’s Health, Dr. Desai detalhou um pouco mais o estudo.

Em pessoas abaixo dos 40 anos, apenas 0,16% dos participantes receberam notificações; já em pessoas acima de 65 anos, o número subiu para 3%. Ela também explicou que, para o usuário receber a notificação no estudo, era preciso detectar cinco instâncias de ritmo cardíaco irregular.

A doutora deixou claro, contudo, que o Apple Watch não pode diagnosticar ou filtrar oficialmente os pacientes. Os resultados apresentados pelo relógio são destinados a serem apenas um ponto inicial para uma interação com o médico.


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